EUROPA

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Descobrindo o "Antigo Continente"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MAIS DICAS DE LONDRES...

Londres é uma cidade única. É uma cidade onde o inovador e o ousado caminham na mesma calçada e que o tradicional e o imutável parecem conviver em paz. Uma caminhada em Londres revela cabelos de todas as cores, roupas de todos os estilos, executivos de cartola e fuarda chuva no braço, soldados vestidos como no tempo de Henrique VIII, carruagenas reais, indianos, árabes, tribos punks, darks e simpáticas velhinhas que se reúnem para o chá das 5.

Locomover-se de ônibus em Londres requer atenção para não ir parar no lugar errado. Embora todos os pontos indiquem as linhas que passam por ali, mapas da cidade, destino, e horários, a variedade de linhas é tão grande que podem confundir aos mais apressados. É preferível andar de tube(metrô) que além de mais rápido é mais fácil de visualizar as rotas.

London Tower é a mais famosa atração turística e histórica de Londres. Foi após a invasão e conquista da Inglaterra por William, em 1066, que foi iniciada sua construção. Com o passar do tempo, a medida que outras fortificações, torres e muralhas eram construídas em volta daquela primeira edificação, a construção central passou a ser chamada de White Tower (torre branca) e o nome London Tower passou a ser utilizado para designar todo o castelo construído em volta da White Tower. A utilização da Torre de Londres como residência real só começou em 1216, graças ao rei Henry III. Ele decidiu construir, entre a White Tower e a margem do rio, um confortável palácio. Na época medieval, a torre passou a servir também como prisão. Lá eram mantidos desde desordeiros comuns até nobres revoltosos e perigosos inimigos políticos que ameaçavam o poder do rei.

Hoje em dia uma visia a Londres sem conhecer este monumento nacional não estará completa. Lá esta em exibição permanente a maior exposição de armas e armaduras medievais do mundo. Lá está também a exposição de jóias da coroa inglesa, com brilhantes, o maior diamente do mundo, e peças em ouro maciço imensas. completam a exibição apresentações de filmes, shows ao vivo com personagens da história da Inglaterra, e tours guiados pelos famosos Beefeaters (guardas da torre, ainda vestindo os mesmos uniformes vermelhos do período Elizabetano).
Em 1920 surgiram as primeiras cabines telefônicas vermelhas em londres, e com o passar dos anos elas iriam se transformar num dos ícones mais conhecidos da cidade. Hoje, é quase impossível para um turista pensar em visitar a Inglaterra sem fazer uma foto ao lado de uma delas. Infelizmente, com o passar do tempo e a proliferação de telefones celulares, elas estão começando a diminuir. Desde 2003 mais de trinta mil dessas cabines vermelhas já foram desativadas em todo o Reino Unido, e é provável quem num futuro próximo só restem algumas, para matar as saudades e posar para fotos com turistas.

Como curiosidade, se alguém tiver a procura de companhua em Londres, bastará entrar numa destas cabines e consultar uma das dezenas de cartões que sempre forram suas paredes internas.

Mas se seu caso não é telefonar ou arranjar companhia, e sim acessar a Internet e mandar email para amigos, basta ir numa Easy Internet Cafe. Estas lojas estão em todo lugar, abertas 24 horas, tem centenas de computadores on-line, e por um preço fixo, você pode usar um deles até uma hora.


Londres é repleta de excelentes museus. Comece pelo British Museum, um dos mais famosos do mundo. Depois vá até o Imperial War Museum, onde há sempre exposições históricas, e conheça os foguetes V1 e V2, que durante a 2ª grande guerra, eram lançados na cidade pelos nazistas.
Uma trinca imperdível de museus é formada pelo Victoria&Albert Museum (tesouros, peças históricas, e exposições com objetos antigos de várias civilizações), Natural History Museum (História Natural), e Science Museum (dedicado a todos os ramos da ciência e tecnologia). Os três museus são quase um ao lado do outro, e merecem um dia inteiro para visitá-los com calma.

E não deixe de visitar também o incrível Museu de Cera de Madame Tussaud, onde estão figuras de cera de diversas personalidades conhecidas. elas são tão perfeitas que só faltam falar, por isso não esqueça de levar sua máquina para bater fotos ao lado dos Beatles, Henrique VIII e suas seis mulheres, Papa João Paulo II, Airton Senna, Sarah Michele Gellar, Elton John, Antony Hopkins, Ghandi, Arnold Schwarzenegger, Hugh Grant, Fidel Castro, Napoleão Bonaparte, Pelé, Marilyn Monroe, e claro, a família Real Inglesa, com a Rainha Elizabeth e a Princesa Diana, além de centenas de outras personalidades famosas.
As tradicionais construções feitas totalmente de tijolos são uma das marcas registradas da cidade, e podem ser vistas em todo lugar, com suas janelinhas e cortinas de renda branca. Em certos bairros voc~e tem a nítida impressão de ter voltado no tempo e estar passeando no século 19.

O prédio do Royal Albert Hall , a maior casa de espetáculos de Londres, embora tenha uma aparência clássica e sóbria, costuma apresentar frequantemente algumas das mais famosas bandas de rock do planeta.
Logo em frente ao Royal Albert Hall fica o famoso Hyde Park, um ótimo parque para caminhar, bicicletar ou descansar um pouco às margens do lago Serpentine. Não deixe de ver o curioso local conhecido como Speaker's Corner, onde por lei, quem quiser falar mal da família real não pode fazê-lo pisando em solo inglês, e precisa trazer um banquinho ou escada para subir. Em cima desse apoio, como tecnicamente não estará mais pisando em solo inglês, aí sim poderá falar o que quiser sobre quem quiser.





The Royal Guard (Guarda Real) é o regimento mais conhecido do exército ingles, devido ao famoso uniforme composto de jaquetão vermelho e chapéu de veludo preto. Esta unidade é responsável pela guarda dos palácios de Buckingham, Saint James e castelo de Windsor, todos residências oficiais da família real. O melhor momento para vê-los em ação é durante a tradicional troca de guarda, evento que se tornou uma concorrida atração turística. Ela ocorre quase todos os dias às 10:30 horas, em frente ao Palácio de Buckingham. Durante a cerimônia, um regimento chega marchando, assume a guarda do palácio, e o regimento anterior vai embora também marchando, ambos precedidos por bandas militares. A cerimônia dura cerca de 30 minutos e, para se ver algo, é essencial chegar bem cedo porque o local fica superlotado de turistas. A imagem destes soldados se tornou um ícone tão conhecido de londres que reproduçõesdos mesmos são encontradas em todo lugar, desde estampas em camisas até chaveiros, ímas de geladeira, bules de chá, etc. Na impossibilidade de fazer uma foto de braços dados com um dos guardas autêncticos, fica valendo o soldado de pelúcia existente na Mothercare, tradicional loja de roupas para crianças.

Quem pretende assistir a troca de guarda do palácio de Buckingham precisa se posicionar bem se pretende ver alguma coisa. O palácio tem três portões principais e a entrada dos regimentos é feita pelos portões laterais, assim se voc~e quiser ver os soldados bem de perto procure se posicionar junto aos port~]oes laterais. A cerimônia propriamente dita acontece no pátio frontal do palácio, que é separado do público por uma alta grade de ferro, assim, a não ser que você seja um convidado especial da rainha, terá que se contentar em assistir tudo por trás das grades...Mas a melhor hora é na saída, quando os regimentosdesfilam atrás de uma banda de música. A saída é sempre pelo portão central, por isso procure se posicionar junto a ele. Quando os policiais começarem a soltar os cadeadose abrirem as portas da entrada central é sinal que o desfile vai começar. Conforme a época do ano a vestimenta dos regimentos varia. Durante o inverno a farda cinza é utilizada com mais frequência, mas nos dias quentes de verão a tradicional vestimenta com jaquetão vermelho é quase sempre usada.

Quem gosta de compras vai encontrar um paraíso em Londres. Apesar da alta cotação da moeda inglesa, procurando bem é possível encontrar artigos interessantes e de bom preço. A principal área comercial da cidade fica próxima às ruas Oxford, Regent e Picadilly, na região conhecida como West End. O centro nervoso desta região é Osford Circus , onde estão algumas das mais tradicionais e elegaantes lojas, como Liberty, Fortnum & Mason, Selfridges, Debenhams, interessantes de visitar, mas com preços pouco recomendáveis...

Não deixe de visitar também a Hamley's, considerada a maior loja de brinquedos do mundo. Um pouco mais adiante fica Picaddily Circus, outro ponto nevrálgico da cidade, rodeado de grandes painéis coloridos pos luzes néon, dezenas de lojas e muita gente jovem reunida em torno da estátua de Eros. a poucos passos fica o conhecido Shopping Trocadero Center.

Quem quiser fazer uma refeição sem pagar muito caro, pode ir a um Garfunkels, que tem um ambiente simpático e boa comida. Ou então vá até Oxford Street e entre nas lojas de departamento Bhs ou Debenhams. Ambas tem nos andares superiores restaurantes tipo bandeijão, servindo durante todo o dia refeições completas, sanduíches, sucos e lanches variados.


Chá das Cinco:
Esta é uma das maiores tradições britânicas, e ninguém pode passar pela capital da Inglaterra sem conhecer este ritual tão centenário quanto delicioso. Diversos restaurantes e hotéis da cidade servem, geralmente entre 16 e 18 horas, lanches acompanhados de tortas, bolos, doces. cremes, geléias e claro, chás de todos os tipos. Um chá muito bom é servido pelo restaurante The Georgian, situado no quarto andar da loja Harrod's.

A Harrod's é a mais famosa loja de Londres e uma autêntica instituição britânica..Seu prédio de sete andares ocupa todo um quarteirão, e lá eles se orgulham de vender praticamente tudo. A Harrod's tem mais de trezentos departamentos, milhares de funcionários, seu próprio banco e vende, entre outras coisas,roupas, móveis, brinquedos, artigos de esporte, música, informática e muito mais. Merece destaque o Food hall (setor de alimentação), situado no subsolo, onde delícias mil podem ser consumidas na hora, ou levadas para casa (ou Hotel).

Passear pelo prédio da Harrod's e ver tudo aquilo é um programa divertido e interessante. Até há alguns anos, era proibido entrar na loja calçando tênis ou vendo jeans, mas hoje estas imposições foram abolidas. Embora muito luxuosa, a Harrod's quer mesmo é atrair turistas.

O proprietário da Loja é Mohamed al Fayed, pai de Dodi, último namorado da princesa Diana. Uma das vezes que passeávamos na Harrod's vimos um si´mpático, calvo e roliço senhor, conversando com balconistas, discretamente acompanhado de perto por um policial e um segurança. como ele nos pareceu conhecido, perguntamos a um balconista se era mesmo Al-Fayed, e ele nos confirmou, dizendo que o multimilionário diariamente passeia pelos departamentos de sua loja, cumprimentando funcionários e clientes.

O chá da Harrod's custa 18,50 (libras) por pessoa, mas é imperdível. Para ie lá pegue o metrô até a estação Knightsbridge.

Não deixe também de visitar o memorial em homenagem à Princesa Diana e Dodo, no subsolo da loja.




Desde 1689 o Reino Unido é regido por um sistema de monarquia constitucional, onde o rei ou rainha exerce o papel de chefe de estado. Todas as decisões são tomadas pelo Parlamento, liderado pelo primeiro ministro. Este sistema foi adotado após a guerra civil inglesa, único período em que a monarquia foi abolida. Após a guerra civil a monarquia foi restaurada com poderes limitados, sistema que perdura até hoje. Desde a restauração da monarquia a Inglaterra passou por diversos períodos, como Tudor, Stewart, Georgiano e Vitoriano, assim chamados em referência à linhagem familiar de cada ocupante do trono. Elizabeth II, atual rainha, é uma Windsor. Dentre todos estes períodos, um ocupa lugar especial na memória da nação, por sua prosperidade e elegância das vestimentas: O Período Vitoriano, entre 1837 e 1901. A foto ao lado, com vestimentas típicas daquela época, batemos no Old Time Photo, situado no centro de Londres, onde você pode escolher a roupa histórica que quiser e leva para casa uma recordação divertida.

















terça-feira, 29 de setembro de 2009

MAIS DICAS DE LONDRES...

Londres é tudo de bom!!! Eu sou apaixonada por cada pedacinho da cidade. E coisa p fazer é o que mais tem!!! Ninguem pode ir p Londres e nao visistar Notting Hill que ficou famosa depois do filme com a Julia Roberts e Hugh Grant. Baker Street, Abbey Road.... Aconselho visistar os lugares de parada obrigatoria para viajantes, como o Big Ben, A london Bridge, o palacio de Buckinghan, St paul's cathedral, a london eye ( a vista é maravilhosa!!!), picadilly circus, o museu de historia natural, A National gallery, entrada gratuita, pelo menos qdo eu fui era (com quadros de Monet, Degas, Van Gogh...), o teatro Globe de Shakespeare, o museu de cera madame Tussauds. É tanto lugar que nao da p colocar tudo aqui. Pra quem quer andar na London Eye e visitar o museu de cera ( e ena minha opiniao todos devem fazer isso), da p comprar um ticket p visitar os dois lugares, sai mais barato do que comprar pra cada um separado. O meu eu comprei nos guiches da London Eye. Nao lembro exatamente o preço, mas acho que eram 45 libras os dois juntos. O mais legal disso é que no museu de cera esse convite da direito a visitar uma parte chamada "the chamber of horrors". la tem estatuas de cera de famosos assassinos em serie ao longo da historia da inglaterra. Mostra alguns instrumentos de tortura e execuçao. Parece macabro mas é interessante. o problema é que p chegar aí vc passa por uma especie de labirindo onde alguns assassinos (que nesse caso sao os atores, nao bonecos), ficam pulando e correndo em volta de vc, sussurrando coisas horriveis no seu ouvido. Da um medo muito louco. Antes de entrar nessa camara, o pessoal do museu avisa que os atores vao nos assustar ( e assusta mesmo!) mas que nao vao encostar na gente, da mesma forma que nao devemos enconstar neles! Depois disso a gente entra num trenzinho que vai passando por lugares no museu que contam toda a historia da inglaterra! è magico e te relaxa depois da tensao da camara dos horrores! Antes de sair do museu vc passa por uma lojinha que vende varios chaveiros e bolsas e tudo que é tipo de coisa p levar de lembrança. Vc vai pagar caro. Ao sair do museu existem milhares de lojinhas que vendem as mesmas coisas pela metade do preço. Depois disso eu aconselho dar um pulo na Leicester Square e parar no "moon under water", um pub de esquina que fica na frente da calçada da fama. Como todo pub eles servem as deliciosas pints e o famoso fish and cheaps. Mas a costela de porco deles é a melhor! Fica na frente da calçada da fama de londres, onde vc pode tirar aquelas famosas fotos com a sua mao na mao de astros ingleses como Hugh Grant e Pierce Brosnan. Nao deixe de fazer um picnic no hyde park! No verao é qse q obrigatorio!!! Eu nao lembro o nome da rua, mas em Londres tem uma replica do bar da serie Cheers. Pra quem curtia a serie, vale a pena conferir! Nao sei se confere, mas um amigos meu me falou que so existem dois no mundo, um na inglterra e outro nos eua.meninas, abuseeem dos cremes da "the body shop". Os de banana e de coco da vontade de comer. E os sabonetes artesanais da lusher sao muuuuito gostosos! A gente encontra essas lojas em cada esquina! Obvio que tem muitooo mais coisa em londres, mas essas sao as dicas q eu estou lembrando de dar....

PASSEIOS POR LONDRES

Passeios:
IntroduçãoComo conhecer a ‘Big Smoke’.
Londres é um lugar maravilhoso para se visitar, mas o seu tamanho pode assustar os novatos. No entanto, é fácil circular pela cidade: basta entender sua geografia e o funcionamento do transporte público.

Circulando :

O metrô é a maneira mais prática de movimentar-se pela cidade e, no centro de Londres, raramente você está longe de uma estação. O serviço é constante e, fora do horário de pico, você normalmente consegue se sentar. Combine as viagens de metrô com o ônibus para conhecer mais da topografia de Londres – há mapas das linhas de ônibus em muitas das grandes estações de metrô e no Britain & London Visitor Centre, na Lower Regent Street. Embora os maravilhosos ônibus antigos Routemaster não estejam mais operando, há duas Heritage Routes para os turistas: Grande ônibus vermelho. É interessante introduzir o barco no seu trajeto. Para mais detalhes sobre os meios de transporte.

PanoramaThe South Bank é, obviamente a margem sul do Tâmisa, mas não é tão óbvio que seja o centro das artes cênicas do país. Bankside, a leste de South Bank e em frente à City, ganhou importância recentemente com a inauguração da Tate Modern. Na histórica City, as lembranças da Londres em ruínas se mesclam com a indústria financeira de hoje. As regiões ao norte e a leste daqui, os antigos redutos industriais de Shoreditch e Hoxton, são conhecidas pela vida noturna e galerias. Seguindo para oeste, era em Clerkenwell que se fazia o serviço sujo durante a Idade Média; agora o bairro tem um dos melhores restaurantes e gastropubs de Londres, enquanto o Holborn é o bairro jurídico. É também onde a City se encontra com o ‘West End’, que os americanos chamam de ‘Downtown’. O coração do West End é o Soho, que – apesar de não corresponder à sua reputação suspeita – é diversão acima de tudo. Ao norte está o literário Bloomsbury, com o British Museum; o Fitzrovia, com suas inúmeras agências de propaganda e mídia e lugares bacanas para comer e beber; e a região da moda, o King’s Cross, com a British Library e o novíssimo terminal do Eurostar, o St Pancras International. A leste do Soho está o genuíno imã dos turistas, o Covent Garden, com seu mercado e Piazza e o fantástico Transport Museum.

Ao sul do Soho está Chinatown e a lotada Leicester Square, ideal para comprar ingressos de teatro pela metade do preço e assistir aos filmes vencedores de bilheteria. Ao sul também está o centro oficial de Londres, a Trafalgar Square, e o centro político da Grã-Bretanha, Westminster. Na fronteira do poder está o lindo St James’s Park, de frente para o Buckingham Palace, e ao norte o aristocrático St James’s, separado da também aristocrática e exclusiva região de Mayfair pela Piccadilly.

A Piccadilly segue na direção oeste do Piccadilly Circus até o Hyde Park Corner e Knightsbridge, onde estão as lojas de grife (e a Harrods). As privilegiadas regiões de Chelsea e South Kensington, onde estão os três grandes museus vitorianos de Londres, ficam ao sul e sudoeste de Knightsbridge. Todas as áreas acima em negrito estão marcadas no nosso mapa colorido de regiões.

Questões Práticas:

Para evitar filas e multidões, siga nossas dicas e evite os fins de semana – assim como os transportes públicos nos horários e pico (2ª-6ª, por volta das 8-9h30/16h30-19h). Muitas atrações são gratuitas - todos os grandes museus, por exemplo. Então, mesmo com orçamento curto, você pode visitar vários pontos turísticos pelo preço de uma passagem de ônibus. O London Pass (http://www.londonpass.com/) dá acesso pré-pago a mais de 50 atrações; se não estiver preparado para visitar diversos lugares em um só dia, por quatro ou cinco dias, o investimento não valerá a pena – mas você pode furar a fila com o passe em alguns lugares, como na superpopular Torre de Londres.

Alguns lugares fecham mais de uma hora antes do horário oficial e mencionamos isso no guia. Algumas atrações mais modestas podem fechar antes do horário quando o movimento estiver fraco e algumas fecham o dia todo em feriados (principalmente Natal e Páscoa) – ligue antes para confirmar.

Roda gigante, vistas, cinema e arte – esta margem é uma maravilha.
Pode ter demorado mais do que meio século, mas a margem sul do rio, de Westminster à Tower Bridge, agora pode se orgulhar de sua história de sucesso. Depois que o Festival of Britain impulsionou a construção do Royal Festival Hall e em seguida do Southbank Centre em 1951, essa região lutou para provar que seria uma alternativa suficientemente boa para as artes e o entretenimento do West End.
Nos anos 1970, a arquitetura brutalista da Hayward Gallery e os blocos de concreto do National Theatre sedimentaram aqui um compromisso modernista – sendo inclusive um pouco intimidadora. Talvez tenha sido a inclusão dessa porção da margem no percurso criado para comemorar o Jubileu de Prata da ascensão da rainha ao trono, em 1977, a responsável pela mudança de perspectiva na região.
As duas décadas seguintes testemunharam o desenvolvimento do Oxo Tower Wharf e a reconstrução do Globe Theatre. Desde a virada do novo milênio, o South Bank e o Bankside não olham mais para o passado: com o London Eye dando voltas, a Tate Modern prosperando, as pontes para pedestre Golden Jubilee e Millennium lotadas, o número de visitantes finalmente explodiu.
Hoje, essa porção arborizada da margem do rio fica cheia de gente que vem para cá curtir as inúmeras atrações e aproveita para ver a Somerset House, a St Paul’s e a Torre de Londres de uma perspectiva diferente. O Royal Festival Hall e o Southbank Centre estão abertos novamente após dois anos de reformas. O interior da sala de concerto e a fachada foram ampliados e até o espaço criado para o BFI Southbank embaixo da Waterloo Bridge tem um certo glamour.


Introdução

Muito dinheiro e bilionários; nada de chapéu-coco e guarda-chuva. Incontestável coração financeiro da capital – e do país – a City of London recebe um milhão de pessoas todos os dias, mas a maioria deles é composta de banqueiros, corretores, advogados e operadores. Qualquer banco internacional renomado tem um escritório em algum lugar da Square Mile, o espaço rodeado pelas antigas muralhas romanas de Londres. Durante a era vitoriana, os banqueiros da City dominavam a maior economia do mundo. As ruas da City ainda estão repletas de dinheiro, embora não haja mais tantos bares de ostras como havia nos áureos anos 1980.

Fora os dois grandes pontos que atraem multidões – a St Paul’s e a Torre de Londres – num primeiro momento a City parece não ter muito a oferecer, mas mergulhe no mundo dos negócios e verá que ela está cheia de tesouros históricos. Entre os blocos de escritórios, aqui e ali há ruínas romanas, monumentos medievais, igrejas construídas por Wren e Hawksmoor e cenários de Dickens, Shakespeare e até Dan Brown. No começo, Londres foi dividida em duas, sendo Westminster o centro da política e a City, a capital do comércio. Muitos dos assuntos administrativos da City ainda são conduzidos de forma feudal, sob os olhares do misterioso conselho dos distritos, antes conhecido como Corporation of London. Rebatizado de City of London, é a mais rica autoridade local da Grã-Bretanha. Para a maioria dos comuns mortais, é difícil entender a riqueza incomum desta parte de Londres – a City foi capaz de se recuperar depois de perder metade da sua população durante a Peste Negra e metade dos prédios, primeiro no Grande Incêndio, depois durante o bombardeio nazista na Blitz. Para entender a fundo a City, é preciso visitá-la durante a semana, quando sua incrível máquina econômica está a pleno vapor; nos fins de semana, quase tudo fecha e as ruas ficam vazias. Durante o anual Open House, em setembro, você pode entrar em alguns dos prédios símbolos da City, como o 30 St Mary Axe, o prédio do Lloyd’s, a Mansion House e o Bank of England. City of London Information CentreSt Paul’s Churchyard, EC4M 8BX (7332 1456/ http://www.cityoflondon.gov.uk/). Mº St Paul’s. Aberto 2ª-6ª, 9h30/17h30. Não aceita cartão. Administrado pela City of London, o novíssimo escritório do lado da St Paul’s tem informações e folhetos sobre os pontos turísticos, eventos, passeios e debates na Square.






Holborn & Clerkenwell
Introdução:

Açougueiros, clubbers e advogados se misturam na extremidade da City. Às vezes parece que o grande espectro da vida de Londres se encontra, com todas as suas cores, entre Holborn e Clerkenwell: são advogados com seus escritórios nos pitorescos Inns of Court e yuppies de esquerda conversando no caminho entre o loft e o gastropub da moda; são açougueiros transportando carne nos arredores do Smithfield Market em plena madrugada, e clubbers com olhos esbugalhados cambaleando entre eles, tentando voltar para casa.

A região já foi, em outros tempos, extremamente religiosa (um lugar de ordens monásticas e conventos na Idade Média) e absolutamente revolucionária (berço da dissidência Lollard, Cartista e Comunista no decorrer dos séculos); foi também devastada, tanto pelo fogo quando pela geografia das águas. O antigo rio Fleet, canalizado em 1733 e hoje correndo como esgoto embaixo da Farringdon Road, uma vez ameaçou inundar a vizinhança de água e doenças.

Seu futuro foi finalmente resolvido graças ao desenvolvimento urbano e à construção de estabelecimentos locais, que junto com sua história inusitada fazem dessa região uma as esquinas mais interessantes da capital.

Bloomsbury & Fitzrovia
Introdução:

Boemias e praçasOs elegantes terraços georgianos de Bloomsbury e as suas graciosas praças abrigam dois dos maiores marcos culturais de Londres. Os tesouros históricos guardados atrás da severa fachada neoclássica do British Museum são sem dúvida a principal atração, mas ao norte está um dos maiores depósitos de conhecimento do mundo, a British Library. A atmosfera intelectual da região é reforçada pelo conjunto de prédios universitários, com seus cafés e livrarias. Ao norte, a antes insalubre região de King’s Cross está passando por uma grande reforma por causa da nova estação de metrô St Pancras International, enquanto as áreas de Fitzrovia, a oeste de Tottenham Court Road, ainda tem os traços sutis do antigo ar boêmio da região.

Covent Garden & Strand
A algazarra dos grupos de turismo pode tornar a visita a Covent Garden uma luta. Mas a região tem muito a oferecer, até para o turista mais independente. Em primeiro lugar, há boas lojas (a maioria delas a norte do mercado), o London’s Transport Museum é uma diversão só e a austera St Paul’s Church, de Inigo Jones, supera tranquilamente as estátuas vivas e os artistas de rua apinhados no pórtico. Se você prefere obras de arte a arte de rua, vá ao Royal Opera House e veja a espetacular coleção Courtauld, em Somerset House. Ao sul, a outrora elegante Strand liga a Trafalgar Square à Aldwych e Fleet Street, e seu trânsito pesado marca a divisa entre Covent Garden e Thameside Embankment.

Soho Square:
Soho Square é o portão norte do bairro. Este quadrado arborizado foi construído em 1681 e inicialmente chamado King’s Square– uma estátua de Charles II maltratada pelo tempo fica ao norte do centro. Fechada à noite, seus gramados durante o dia são preenchidos por casais de namorados, por trabalhadores que vem tomar um lanche sentados nos bancos – um deles com uma placa dedicada à cantora Kirsty MacColl, que teve uma morte trágica e compôs a canção ‘Soho Square’ sobre o lugar. Dia e noite, o trânsito é intenso e as vagas de estacionamento, disputadíssimas. O destaque é uma pequena cabana Tudor usada para guardar os equipamentos dos jardineiros. Os nomes das duas igrejas da praça são prova das longas credenciais européias da região: além da igreja Protestante Francesa, você verá a St Patrick’s, uma das primeiras igrejas católicas construídas na Inglaterra depois da Reforma. Empresas de cinema e mídia têm seus escritórios aqui, assim como a English Football Association – a Soho Square é pano de fundo nas coberturas de escândalos do futebol, quando noticiados na televisão.

Duas ruas clássicas do Soho saem da praça, na direção sul. A Greek Street, batizada com o nome da igreja que antes havia aqui, está cheia de restaurantes e bares ecléticos, a começar pelo Gay Hussar (nº2, 7437 0973), o único restaurante húngaro de Londres e famoso entre os políticos do partido dos Trabalhadores (Labor) nos anos 1970. Em 2003, no 50º aniversário do restaurante, comemorou-se a festa do 90º aniversário de Michael Foot. Ali perto, ao lado do pub Pillars of Hercules (nº7, 7437 1179), antigo reduto dos escritores Martin Amis e Ian McEwan, há um arco que dá passagem para a Manette Street e Charing Cross Road. Ali há uma entrada lateral para o Foyles (ver pág.241), a livraria mais famosa de Londres, com um café no primeiro andar. Em frente, o Crobar (17 Manette Street, 7439 0831) é um bar com tema de rock, aberto até tarde. De volta à Frith Street, Garlic & Shots (nº14, 7734 9505) é outro favorito para depois da meia-noite, assim como o mais transado Thirst (nº53, 7437 1977). Opções mais elegantes com influência francesa incluem o L’Escargot Marco Pierre White (nº.48, 7437 2679) e o Café Bohème (13 Old Compton Street, 7734 0623) de esquina, que serve croissant de café da manhã, plats du jour de dia e coquetéis originais noite adentro. Na esquina seguinte está o Coach & Horses (nº29, 7437 5920), o lendário ponto de encontro decadente, mais domado desde a aposentadoria do rude anfitrião Norman Balon. Ali perto, a pâtisserie Maison Bertaux (nº28; ver pág.202) e a champanheria Kettners (29 Romilly Street, 7734 6112) têm um toque de classe.

Oxford Street & Marylebone
Moda, médicos e crocs:

Poucos lugares no mundo transmitem uma imagem de compras tão caótica quanto a Oxford Street. São 2,4 quilômetros que continuam imperando nas vendas do varejo, apesar da crescente concorrência dos shopping centers fora da cidade e do fato de muitos locais não colocarem os pés nela - a menos que seja absolutamente necessário. Turistas – que são muitos por ali – vão para o norte da Oxford Street, principalmente para ver as estátuas de cera do Madame Tussauds, embora a vizinha Marylebone tenha também praças arborizadas, restaurantes e ruas cheias de lojas menores e interessantes. Por outro lado, o Regent’s Park ali perto oferece um alento para aqueles que preferem passear a gastar dinheiro.

Portobello Market

Uma das maiores feiras de antigüidades do mundo. Este é um paraíso para colecionadores e também para turistas e moradores.
Uma das maiores feiras de antigüidades do mundo. Este é um paraíso para colecionadores e também para turistas e moradores. Além de todas as relíquias vendidas no lugar, os frequentadores podem encontrar frutas , verduras e pescados frescos.
Pubs, restaurantes e cafés estão por todas as esquinas. Portobello market acontece todo sábado. Tem muita coisa pra ver e ainda shows de artistas de rua para assistir. Tudo está espalhado na gigantesca Portobello Road. O lugar atrai milhares de pessoas semanalmente sendo um dos cartões postais de Londres.
Estação de metrô : Notting Hill Gate (District, Central e Circle lines)

Piccadilly Circus & Mayfair
Bright lights and the high life. Não é à toa que Mayfair é o bairro onde as propriedades são as mais caras de toda a cidade: aqui estão algumas das mais glamurosas e veneráveis lojas e praças de Londres. Tanto para explorar as arcadas comerciais antigas, quanto para enveredar pelas modernas galerias de arte comerciais, você precisará de vir com o bolso preparado – ainda mais se planejar fazer compras. Um pouco menos sofisticada – embora tenha o hotel de dimensões definitivamente gigantescas, do tamanho da sua reputação – a Piccadilly marca a fronteira sul de Mayfair, indo do enlouquecido trânsito do Hyde Park Corner até o iluminado e tumultuado Piccadilly Circus.

Westminster...
Inn The Park:

St James’s Park, St James’s, SW1A 2BJ (7451 9999/ http://www.innthepark.com/). Mº St James’s Park. Aberto 2ª-6ª, 8h/21h; sáb., dom., 9h/21h. Pratos principais £14-£23. Cc. AmEx, MC, V. O café de Oliver Peyton, à beira do lago, fica aberto o dia todo e tem tudo a seu favor: maravilhosa localização no parque, um prédio bonito e moderno e um menu britânico variado. Há famosos ovos quente no café da manhã e churrasco no verão (no terraço, até 21h); o à la carte nem sempre é confiável.


National Dining Rooms

Sainsbury Wing, National Gallery, Trafalgar Square, WC2N 5DN (77472525/www.nationalgallery.co.uk). Mº/trem Charing Cross. Aberto 2ª, 3ª, 5ª-dom., 10h/17h30; 4ª, 10h/20h30. Menu fixo £17,50, 1 prato; £24,50, 2 pratos; £29,50 3 pratos. Cc. AmEx, MC, V.

Vencedor do nosso prêmio de Melhor Restaurante Britânico de 2007, o National Dining Rooms tem um ar institucional, mas não se acanhe: a comida é individualizada, delicada e inspiradora. Este é outro reduto de Oliver Peyton, e o melhor em termos culinários. O preço fixo é interessante, assim como o chá da tarde, o bar e o balcão de tortas e bolos.

O National Café (7747 2525, http://www.thenationalcafe.com/), um café-brasserie descontraído de frente para a igreja de St Martin em East Wing, fica aberto até 23h, exceto aos domingos.


Chelsea
Há tempos não é mais o bairro dos jovens e artistas; agora é dos badalados e endinheirados. Quando a editora da Vogue declarou, em 1965, que Londres era ‘a cidade mais badalada do mundo’, ela provavelmente tinha estado em Chelsea, uma histórica vila de pescadores que se tornou retiro real, e depois se transformou em um centro pulsante de tudo de bacana e novo que surgia. O melhor exemplo disso era a King’s Road, o templo da juventude que seguia a abertura da loja Bazaar, de Mary Quant, em 1955. Durante as décadas seguintes, suas ruas se tornaram a passarela de modelos e minissaias, pacifistas e punks. Foi na King’s Road que surgiu os Rolling Stones e o Sex Pistols, enquanto o estúdio Sound Techniques, na Old Church Street, gravou Pink Floyd, the Who e até Elton John. Desde então, Chelsea se tornou graciosa, seu ar de abandono desapareceu e suas ruas passaram a ser freqüentadas por yuppies bronzeados; suas ruas foram ocupadas por grifes caras e lojas com ar-condicionado. Ao mesmo tempo, é um local de uma riqueza histórica que é capaz de surpreender, além de ter seu charme – desde que esteja preparado para mergulhar nas ruas secundárias.

Knightsbridge & South Kensington
Templos do conhecimento e templos do consumo.

É em Knightsbridge que o dinheiro escoa de verdade. Fileiras de lojas de designers, lojas de departamento mundialmente famosas e restaurantes lotados e badalados atraem uma clientela global, para quem o dinheiro não é problema. Por isso a região não é particularmente elegante ou estilosa. South Kensington é menos metida e não só por causa dos hectares de área de parque ao norte. A região tem um conjunto de pontos culturais de primeira linha, um perto de outro: três dos melhores museus de Londres, três universidades respeitadas mundialmente e uma reformada sala de concertos. Além disso, ali perto no Kensington Gardens, há arte contemporânea com curadoria excelente.

Faça sua escolha:

Vamos às compras! Lisa Ritchie, editora do guia anual Shops & Services da Time Out, diz o que evitar e o que aproveitar.

Muitas das lojas e mercados de Londres são atrações turísticas por si só. Alguns realmente são imperdíveis, outros não valem a pena. Todos já ouviram falar da Harrods, mas ela perdeu parte de suas características inglesas desde que Mohamed Al Fayed a comprou. Vale a visita, mesmo que seja para maravilhar-se com a espetacular seção de alimentos eduardiana e com o ego do homem que foi capaz de colocar uma escultura de cera em tamanho real, dele mesmo, entre a moda masculina. Mas, a menos que esteja buscando uma das linhas exclusivas da loja (K, de Karl Lagerfeld, por exemplo, ou a linha toda dos cosméticos franceses Darphin, difíceis de achar), não aconselho gastar seu dinheiro aqui – já vi os mesmos produtos mais baratos em outro lugar. E independente de qualquer coisa, não vá até lá aos sábados.

Muitos dos imãs turísticos de Londres são também amados pelos londrinos. O Liberty manteve sua integridade através de uma cuidadosa seleção de artigos incomuns – das mais novas marcas de nicho aos móveis Arts and Crafts para manter sua herança – e da atualização das linhas assinadas ao invés de investir na produção em massa de ursos de pelúcia e canecas. Gosto do Fortnum & Mason, que mantém sua equipe anacronicamente organizada, apesar da modernização para o 300º aniversário. É caro, mas a qualidade é excelente – raramente alguém se aventura além da seção de alimentos, de forma que o andar de presentes fica deliosamente tranqüilo. Alguns destinos de compras considerados ‘para turistas’ estão passando por um renascimento.

Pegue a Burlington Arcade, por exemplo. Antes o templo dos twinsets de cashimere e chinelos de veludo, está sendo reinventada com inovações como a designer de sapatos independente Beatrix Ong, antes em Primrose Hill. A Carnaby Street, que decaiu e se transformou em uma rua sem gosto, resurgiu como um destino bacana para moda de rua, enquanto que no ‘alternativo’ Camden realmente o mau gosto impera. O mercado mais famoso de todos – Covent Garden – deve ser evitado a menos que você esteja procurando um teatro de bonecos do maravilhoso Toyshop, de Benjamin Pollock. É uma armadilha turística em cadeia, lotada. A melhor opção para sentir o movimento de rua e a miscelânea de mercadorias, artesanato, moda e comida são os mercados de Spitalfields e Brick Lane, aos domingos.

Outro mercado ícone, como o Petticoat Lane, são conhecidos pelas mercadorias baratas – mas a qualidade fica a desejar. E para barganhas, você está na cidade errada – a menos que goste de artigos de segunda mão ou roupas vintage. O lendário estilo de rua londrino pode ser encontrado em diversas lojas, mas cheque a procedência das roupas que está comprando. As marcas americanas e australianas estão mais em voga – com preços bem mais salgados do que em seus respectivos países.

Uma dica final : não se atenha às ruas principais, onde estão as grandes cadeias. Explore as secundárias. Dê um passeio da Sloane Square à charmosa Elizabeth Street, em Belgravia, onde se encontra tudo : de designer de coleiras para cachorros a perfumes raros. Ou vá por trás do Carnaby a procura de lojas independentes na coberta Newburgh Street. A movimentada Oxfort Street tem um abençoado descanso no trecho de pedestres da St Christopher’s Place, e até em Marylebone, com cara de vila, algumas da lojas mais interessantes estão nas travessas da rua principal, na discreta e sinuosa Marylebone Lane.

Compras - Shopping Centers & Galerias
Burlington ArcadePiccadilly, St James’s, W1 (http://www.burlington-arcade.co.uk/). Mº Green Park. Aberto 2ª-6ª, 9h30/17h30; sáb., 10h/18h. Cc. varia.Inaugurada em 1819, esta linda galeria comercial coberta é vigiada pelos ‘bedéis’ (vestidos com carola e sobretudo). Foi recentemente restaurada e atraiu novos inquilinos entre os tradicionais vendedores de cashmere e jóias. Entre os destaques estão a Globe- Trotter e Mackintosh (lendária marca inglesa de malas e impermeáveis), a pâtisserie parisiense Ladurée e a estilistas de sapatos Beatrix Ong, treinada por Jimmy Choo.

Kingly CourtCarnaby Street, opposite Broadwick Street, Soho, W1B 5PW (7333 8118/www.carnaby.co.uk). Mº Oxford Circus. Aberto 2ª-sáb., 11h/19h; dom., 12h/18h. Cc. varia. Não é um shopping center comum. Este compacto complexo de três andares reúne uma mistura divertida de cadeias de moda de rua, butiques e lojas de presentes. A seleção de ‘vintages’ é especialmente boa: vá ao Marshmallow Mountain para impecáveis sapatos, roupas e bolsas de época, e ao Twinkled, que também dá o tom retrô à loja. Também confira a recém chegada Microzine, que reúne, sob um só teto, a parafernália masculina de moda, acessórios e utensílios.

Compras - Lojas de Departamento
Favorita para langeries e refeições prontas, a Marks & Spencer (http://www.marksandspencer.co.uk/) também oferece vários tipos de moda, inclusive sua coleção Autograph para homens e mulheres, e a mais jovem e mais transada linha Per Una e Limited Collection.

Fortnum & Mason

181 Piccadilly, St James’s, W1A 1ER (7734 8040/www.fortnumandmason.co.uk). Mº Green Park ou Piccadilly Circus. Aberto 2ª-sáb., 10h/18h30; dom., 12h/18h (somente seção de alimentos). Cc. AmEx, DC, MC, V.

A mais antiga loja de departamentos de Londres passou por uma importante plástica para seu 300º aniversário em 2007, mas foi feita com esmero e a equipe de terno ainda impera no departamento de alimentos expandido. Os famosos biscoitos, doces, geléias e conservas, café e chá ainda estão no térreo. No andar de baixo você encontrará carne fresca, carne de caça e peixe, pratos assinados e um bar de vinhos do profissional por trás da decoração do Wolseley. O rol de restaurantes aumentou e agora inclui uma deliciosa sorveteria e sundaes com ‘coquetéis’ só para adultos. Os andares superiores são essencialmente uma enorme e elegante loja de utensílios - há xícara de chá chinesas, bolsas Lulu Guinness, tabuleiros de gamão de couro e perfumes selecionados (Miller Harris, Caron, Clive Christian).

Harrods

87-135 Brompton Road, Knightsbridge, SW1X 7XL (7730 1234/www.harrods.com). Mº Knightsbridge. Aberto 2ª-sáb., 10h/20h; dom., 12h/18h. Cc. AmEx, DC, MC, V.

A Harrods parece estar determinada a não perder a reputação de ‘lugar onde se pode comprar de tudo’. Às vezes de bom gosto (a imbatível seção de alimentos, a perfumaria no quinto andar sob coordenação da famosa perfumista Roja Dove), às vezes de gosto duvidoso (a escultura em cera, em tamanho real, do dono Mohamed Al Fayed na seção de roupas masculinas, o santuário a Dodi e Diana no subsolo), esta catedral ao consumo há tempos é uma das principais atrações turísticas de Londres. A seção de alimentos é espetacular, enquanto que a sala com carnes e caça mantém seu brilho eduardiano. Os dois Rooms of Luxury e o Egyptian Room com seus frizos e o faraó Ramsés II de três metros de altura, expõem mercadorias de luxo do tipo Louis Vuitton, Valextra e Chloé. Há mais nomes de grifes nas seções de moda e beleza, e se preferir uma seleção mais especializada, recomendamos a Harvey Nichols, subindo a rua.

Harvey Nichols

109-125 Knightsbridge, SW1X 7RJ (7235 5000/www.harveynichols.com). Mº Knightsbridge. Aberto Loja 2ª-sáb., 10h/20h; dom., 12h/18h. Café 2ª-sáb., 8h/20h30; dom., 8h/18h. Restaurante 2ª-6ª, 12h/15h, 18h/23 ; sáb., 12h/16h, 18h23h ; dom., 12h/16h. Cc. AmEx, DC, MC, V.

Harvey Nicks é uma loja estilosa com grifes famosas e um restautente (o Fifth Floor, 7235 5250) que dá um baile em qualquer outro restaurante de loja de departamento. A moda é o forte desta loja, inclusive nomes menos conhecidos como o canadense, radicado em Paris, David Szeto e a grife Rodarte, das irmãs californianas Kate e Laura Mulleavy, que desfilam ao lado de famosos como Chloé, Lanvin e Balenciaga. O departamento de sapatos femininos tem uma novíssima butique de Christian Louboutin. Há também uma ilha da luxuosa marca italiana Culti no departamento de artigos para casa e a seção de alimentos foi incrementada pela vinda de um café da eco-chique Daylesford Organic.

Liberty

Regent Street, Soho, W1B 5AH (7734 1234/www.liberty.co.uk). Mº Oxford Circus. Aberto 2ª-4ª, 6ª, 10h/20h; 5ª, 10h/21h; sáb., 10h/19h; dom., 12h/18h. Cc. AmEx, DC, MC, V.

Charme único, a Liberty fica em uma estrutura Tudor dos anos 1920. Ande pela entrada principal na Great Marlborough Street, onde está a exuberante floricultura de Paula Pryke, e você chega em uma sala dedicadad à própria grife da loja, no meio de um átrio alto, em galerias. Além dos famosos lenços, o ambiente art noveau da Liberty’s expõe agora uma grande variedade de produtos, de lingerie de seda a chiques bolsas de couro estampado. O térreo é bom para presentes : cadernos decorativos, álguns de fotografia, perfumes diferenciados, produtos de toalete e uma grande gama de jóias. O departamento de roupas masculinas no subsolo é um dos mais estilosos de Londres e é dada ênfase nas linhas individuais para ambos os sexos, e não nas supergrifes. Não perca a impressionante exposição de móveis Arts and Crafts do quarto andar. Os pontos de descanso dentro da loja, inclusive o Tea, no térreo, e o bar de champanhe e ostras, abaixo, refletem a atenção ao design de interiores.

Selfridges

400 Oxford Street, Marylebone, W1A 1AB (0800 123 400/www.selfridges.com). Mº Bond Street ou Marble Arch. Aberto 2ª-4ª, 6ª, sáb., 9h30/20h; 5ª, 9h30/21h; dom., 12h/18h (portas abertas às 11h30). Cc. AmEx, DC, MC, V.

As inovações do Selfridges, a presença de outras lojas e os eventos temáticos deram um sentido de teatro ao shopping. E a loja não pára. Sua última inovação nos acessórios luxuosos e produtos de beleza do térreo foi o Wonder Room – essencialmente um hall chamativo com jóias, com galerias de lojas, acessórios exclusivos e pequenos ornamentos, como uma miniatura da tumba de Lord Nelson. Você pode provar uma enorme variedade de delícias internacionais na seção de alimentos e olhar os livros na filial da famosa Foyles no subsolo, enquanto a exaustiva coleção de moda abrange todos os gostos e orçamentos, das melhores nacionais aos nomes internacioanis famosos e estilistas ingleses emergentes, como Rodnik e Bï La Lï.

Compras - Moda
Designer

Focamos em butiques que oferecem várias marcas, mas os estilistas ingleses com carro- chefe na capital incluem a pioneira punk Vivienne Westwood (44 Conduit Street, W1S 2YL, 7439 1109, http://www.viviennewestwood.com/), o líder da alfaiataria com classe Paul Smith (Westbourne House, 120 & 122 Kensington Park Road, W11 2EP, 7727 3553, http://www.paulsmith.co.uk/), a nova sensação Stella McCartney (30 Bruton Street, W1J 6LG, 7518 3100, http://www.stellamccartney.com/) e Alexander McQueen (4-5 Old Bond Street, W1S 4PD, 7355 0088, http://www.alexandermcqueen.cm/). Há também novas estrelas como Preen (5 Portobello Green, 281 Portobello Road, W10 5TZ, 8968 1542) e PPQ (47 Conduit Street, W1S 2YP, 7494 9789, http://www.ppqclothing.com/ ).

b store

24A Savile Row, Mayfair, W1S 3PR (7734 6846/ http://www.bstorelondon.com/ ). Mº Oxford Circus. Aberto 2ª-6ª, 10h30/18h30; sáb., 10h/18h. Cc. AmEx, MC, V.

Uma plataforma para estilistas inovadores, a b Store está bem no meio do enclave dos alfaiates em Savile Row. Este é o lugar para ver as novas tendências da moda, tanto para homens quanto para mulheres, como Belgradeborn Roksanda Ilincic e Dane Camilla Staerk, ao lado de ícones mais conhecidos como Peter Jensen, Eley Kishimoto e Bï La Lï.

Browns

23-27 South Molton Street, Mayfair, W1K 5RD (7514 0000/www.brownsfashion.com). Mº Bond Street. Aberto 2ª-4ª, 6ª, sáb., 10h/18h30; 5ª, 10h/19h. Cc. AmEx, MC, V.

A venerável loja de Joan Burstein reinou suprema durante 38 anos. Entre os 100 inutitados estilistas que disputam a atenção nessas cinco lojas interconectadas (moda masculina no nº23) estão Chloé, Dries Van Noten e Balenciaga. Além das supermarcas, a loja conta com estrelas novatas como Christopher Kane e Gareth Pugh graduados no Central St Martins. Do outro lado da rua, o Browns Focus é mais jovem e mais casual, enquanto o Browns Labels for Less tem as roupas que sobraram das coleções anteriores. Outros endereços Browns Focus, 38-39 South Molton Street, Mayfair, W1K 5RN (7514 0063); Browns Labels for Less, 50 South Molton Street, W1K 5RD (7514 0052); 11-12 Hind Street, W1U 3BE (7514 0056); 6C Sloane Street, Chelsea, SW1X 9LE (7514 0040).

Dover

Street Market17-18 Dover Street, Mayfair, W1S 4LT (75180680/www.doverstreetmarket.com). Mº Green Park. Aberto 2ª-4ª, 6ª, sáb., 12h/18h; 5ª, 11h/19h. Cc. AmEx, MC, V.

Os seis andares do estilista Rei Kawakubo, da marca Comme des Garçons, combina o ambiente inovador dos mercados internos londrinos – piso de concreto, prateleiras em armações de ferro, provadores portáteis – com marcas raras. Os 14 da coleção Comme estão aqui, ao lado de linhas exclusivas como Azzedine Alaïa e Veronique Branquinho e lojas interessantes como Labour and Wait, de Shoreditch, e o empório Decades de artigos vintage. A disposição teatral faz o ambiente ser divertido e há inclusive uma filial favorita parisiense Rose Bakery, no piso superior.

Koh Samui

65-67 Monmouth Street, Covent Garden, WC2H 9DG (7240 4280/www.kohsamui.co.uk). Mº Covent Garden. Aberto 2ª-4ª, 6ª, sáb., 10h30/18h30; 5ª, 10h30/19h; dom., 12h/17h30. Cc. AmEx, DC, MC, V.

Artigos vintage angariados mundo afora dividem o espaço com uma seleção bem equilibrada de estilistas de peso no Koh Samui, resultando em um agradável e eclético mix de produtos. Marc de Marc Jacobs, Balenciaga e Dries Van Noten estão sempre bem representados, ao lado de marcas menores e independentes. Vitrines brilham com uma vasta gama de colares e adereços de uma série de estilistas independentes; os preços começam em £50, por um par de brincos.

Labour of Love

193 Upper Street, Islington, N1 1RQ (7354 9333/www.labour-of-love.co.uk). Mº/trem Highbury & Islington. Aberto 2ª-sáb., 11h/18h30; dom., 12h/17h. Cc. AmEx, MC, V.

Cansada de ver os mesmos produtos em todas as lojas de departamento de Londres, a estilista Francesca Forcolini decidiu abrir sua própria butique com roupas e acessórios escolhidos a dedo em Londres, Paris e outras cidades. Ao lado de sua própria marca há acessórios bordados de Lowie e camisas feitas dos retalhos da Savile Row por Yoko Brown (a partir de £105). Acessórios com cara de antigos e livros de mesa também compensam a visita.

no-on

1 Kingsland Road, Shoreditch, E2 8AA (7613 5314/ http://www.no-one.co.uk/). Mº/trem Old Street. Aberto 2ª-sáb., 11h/19h; dom., 12h/18h. Cc. AmEx, DC, MC, V.

O favorito dos moradores de Shoreditch e ícones dos não-conformistas como Róisín Murphy e Björk, esta loja/café tem uma miscelânea de produtos cool: o último lançamento da PPQ, edições limitadas de cardigans masculinos (a partir de £80), vestidos a bons preços da Mine (a partir de £70) e calçados Peter Jensen, além de brinquedos intesantes para adultos, óculos vintage e revistas e livros cult.

Shop at Bluebird

350 King’s Road, Chelsea, SW3 5UU (7351 3873/www.theshopatbluebird.com). Mº Sloane Square. Aberto 2ª-sáb., 9h/19h; dom., 12h/18h. Cc. AmEx, MC, V.

Dividindo sua garagem art déco com o complexo de café/resataurante/deli de Terence Conran, o Shop at Bluebird é uma butique parte estilo de vida, parte galeria de design. O espaço de 900 metros quadrados é uma caixa de surpresas de roupas (homens, mulheres e crianças) de estilistas desconhecidos ingleses e de outras nacionalidades, além de lingerie, acessórios, móveis, livros e outros. As gôndolas em constante mudança são divertidas – a seção de livros é iluminada por uma instalação no teto de mais de mil lâmpadas, enquanto as bolsas estão colocadas em antigos pratos de prata. A seção de música é administrada por DJs convidados nos fins de semana, e um spa luxuoso está para ser inaugurado.

Weardowney Get-Up Boutique

9 Ashbridge Street, Marylebone, NW8 8DH (7725 9694/www.weardowney.com). Mº Edgware Road / Mº/trem Marylebone. Aberto 2ª-4ª, 6ª, sáb., 10h/18h; 5ª, 10h/21h. Cc. AmEx, MC, V.

Ex-modelo e ex-estilista de peças tricô para John Galliano, Gail Downey juntou-se com a colega modela Amy Wear para criar a própria marca em 2004. Tricotadas à mão por uma exército de trabalhadores em todo o Reino Unido, as roupas se parecem um pouco com os cardigans de nossas avós, com estilo moderno das capas, minivestidos remanescentes dos banhos vitorianos e polainas. A ‘House of Weardowney’, o centro do complexo em um pub convertido, contém uma loja, a ‘School of Craftsmanship’, onde há cursos de tricô e costura à mão, e um hotel. Almofadas vintage e kits interessantes para criar sua própria roupa (£25-£78) também estão à venda.

Compras - Acessórios da Moda
Chapéus

Bates the Hatter

21A Jermyn Street, St James’s, SW1Y 6HP (7734 2722/www.bates-hats.co.uk). Mº Piccadilly Circus. Aberto 2ª-6ª, 9h/17h15; sáb., 9h30/16h. Cc. AmEx, DC, MC, V.

Com uma linda placa em forma de chapéu na entrada e o interior à moda antiga, o Bates é uma das jóias especialistas sobreviventes de Londres. Os chapéus tradicionais vão desde chapéus panamenhos a boinas, a chapéus de passeio e as clássicas cartolas.

Philip Treacy

69 Elizabeth Street, Belgravia, SW1W 9PJ (7730 3992/www.philiptreacy.co.uk). Mº Sloane Square. Aberto 2ª-6ª, 10h/18h; sáb., 11h/17h. Cc. AmEx, MC, V.

O coroado rei dos chapéus da alta costura não é para muitos – embora a coleção ready to wear, que tende a ter cores vivas, motivos gráficos e de animais e detalhes exageradamente grandes, seja mais amena do que as criações feitas para as passarelas. Para os homens há estilos mais limpos e Treacy enveredou também para a criação de bolsas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

LONDRES E SUA ARQUITETURA


Arquitetura:

Renascentista, georgiana, vitoriana e moderna – aos montes.
Como nunca antes, a arquitetura londrina está em alta. Quase literalmente. Ken Livingstone gosta de prédios altos e a maioria dos conselhos regionais concorda com ele. Nos últimos cinco anos foram aprovadas mais propostas de arranha-céus do que nas duas décadas anteriores juntas. É só dar uma olhada ao redor para perceber que esses projetos grandiosos irão alterar de forma significativa o panorama da cidade, antes feita de praticamente de prédios baixos de tijolos.
É verdade que Londres está em constante fluxo criativo, mas alguns fluxos são mais extremos que outros. Ainda leva tempo para que a cidade fique parecida com Chicago, que cresceu em direção ao céu depois do incêndio em 1871, mas a Londres moderna também formou sua personalidade depois de uma tragédia do Grande Incêndio de 1666. O fogo destruiu cinco sextos da City of London, deixando em cinzas cerca de 13.200 casas e 89 igrejas.
A história não tem o registro exato de quantas pessoas morreram. Foram poucas as vítimas registradas. A devastação é lembrada no Monument, de Sir Christopher Wren, de 62 metros; muitos dos mais belos prédios da City ainda estão de pé para atestar o talento desse homem, o arquiteto da reconstrução, e de seus sucessores. Londres era uma cidade densamente populosa, feita de madeira, com um primitivo controle contra incêndios.
Foi somente depois de três dias de inferno que as autoridades concordaram em estabelecer regras para as construções. Pedra e o tijolo seriam os materiais básicos e as ruas principais seriam alargadas para dificultar a propagação do fogo. Apesar das propostas grandiosas dos arquitetos (inclusive de Wren) de reconfigurar a cidade seguindo linhas clássicas, Londres foi remodelada seguindo o desenho de suas antigas ruas, onde os prédios sobreviventes seriam monumentos ao passado.
O principal é a Torre de Londres de Norman, iniciada depois da conquista de Guilherme em 1066 e seguindo pelos próximos 300 anos; a Marinha conteu as chamas do Grande Incêndio implodindo as casas vizinhas antes que o inferno pudesse atingi-la. A Westminster Abbey também sobreviveu; começou a ser erguida em 1245 quando o local ficava muito distante das muralhas de Londres e concluída em 1745 quando o arquiteto das igrejas Nicholas Hawksmoor adicionou as torres ocidentais.
Embora a abadia seja a mais francesa das igrejas góticas da Inglaterra, com influência vinda do outro lado do canal, a capela adicionada por Henrique VII, concluída em 1512, é puro estilo Tudor. Séculos mais tarde, Washington Irving declarou: ‘Parece que o peso e a densidade das pedras, maestralmente lapidadas, foram retirados, para que pudessem ser suspensas com se fosse mágica.’
A renascença européia chegou atrasada na Grã-Bretanha, fazendo sua estréia em Londres em 1622 com Banqueting House, de Inigo Jones. O suntuoso teto decorativo adicionado por Rubens em 1635 celebrava o Direito Divino da monarquia Stuart, embora 14 anos depois o rei Charles I tenha proporcionado um espetáculo ainda maior ao ser expulso da sala e decapitado em seguida. Os turistas também devem a Jones a St Paul’s Covent Garden e a imaculada Queen’s House em Greenwich.
Mas esses não são seus únicos legados. Também projetou praças (a famosa de Covent Garden), pórticos e pilares, mudando a cara da arquitetura britânica para sempre. Seu trabalho influenciou as carreiras das gerações seguintes de arquitetros e introduziu o hábito de venerar o passado, que levaria 300 anos para desaparecer. Nada agrada mais a um construtor do que um desastre natural. Dá para imaginar o contentamento de Christopher Wren e companhia na reconstrução após o Grande Incêndio.
Enfeitaram o clássico: os arcos pontudos do gótico inglês foram arredondados, as colunas coríntias apareceram e as torres das igrejas granharam múltiplas camadas como um bolo de casamento. Wren fez planos ousados para a St Paul’s Cathedral, gastando a quantia monstruosa – para a época – de £500 na maquete de carvalho do seu projeto. Mas o esquema, incorporando um domo católico ao invés de uma torre protestante, era romano demais e o design foi rejeitado. Rapidamente Wren o remodelou e conseguiu permissão para a construção ao incorporar uma torre.
Apesar das várias reviravoltas – o domo lembra um templo antigo – construiu a igreja que vemos hoje. A herança arquitetônica foi herdada por Nicholas Hawksmoor e James Gibbs, que se beneficiaram de um decreto de 1711 determinando a construção de mais 50 igrejas. Gibbs ficou ocupado com a Trafalgar Square, com o templo romano de St Martin-in-the- Fields, e com a barroca St Mary-le-Strand e a torre de St Clement Danes. O trabalho de Gibbs foi bem recebido, mas o mais prolífico e experimental Hawksmoor tinha um lado mais inconstante.
St George’s, em Bloomsbury, custou três vezes seu orçamento de £10 mil e levou 15 anos para terminar. Também lembra o espírito dos antigos. Ao invés da torre, há uma pirâmide pontuda com uma estátua de George I de toga. De uma grande família escocesa de arquitetos, Robert Adam se viu na liderança de um movimento que via o barroco italiano como a corrupção da verdade. A exuberância arquitetônica era deixada de lado em favor de uma interpretação simples das formas antigas.
O melhor trabalho de Adam e seus irmãos James, John e William pode ser visto nas grandes casas suburbanas de Osterley Park, Syon House e Kenwood House (ver pág.158), mas o mais famoso de seus projetos não existe mais. Em 1768, um caro empreendimento de casas foi feito em Adelphi, na Strand. A maior parte do complexo foi abaixo nos anos 1930 e para abrir espaço para um complexo de escritórios. Só uma pequena parte do projeto original existe, onde hoje é o Royal Society of Arts (8 John Adam Street, Covent Garden, WC2).
Quando os primeiros moradores se mudavam para o Adelphi, um jovem desconhecido chamado John Soane embarcava para Irlanda. Acabou não indo e Soane foi chamado para construiu o Bank of England e a Dulwich Picture Gallery. O Bank foi demolido no entre-guerras. Ficaram só as paredes e a obra-prima de Soane em Londres foi destruída, embora seu gracioso Stock Office tenha sido reconstruído em um museu. Há mais detalhes no Sir John Soane’s Museum, uma experiência arquitetônica extraordinária e maravilhosa.
Quase-contemporâneo de Soane, John Nash era sem dúvida menos talentoso, mas suas contribuições mostraram ser comparáveis às de Wren. Entre seus prédios estão o pátio interno do Buckingham Palace, o Theatre Royal Haymarket (Haymarket, SW1) e a Regent Street (Soho/Mayfair, W1). No começo, a Regent tinha a proposa de ligar o West End a um parque mais ao norte, assim como separar os bacanas de Mayfair dos pobres do Soho , e nas palabras de Nash, ‘uma completa separação entre as Ruas ocupadas pela Nobreza e Burguesia, e as ruas estreitas e casas mais simples ocupadas pela parte operária e comercial da comunidade’.
Nos anos 1830, a forma clássica dos prédios era estabalecida na Inglaterra para os 200 anos seguintes, mas isso não impediu as pressões por mudanças. Em 1834, a Houses of Parliament pegou fogo, levando à construção da obra de arte gótica de Sir Charles Barry. Era o começo do Gótico Revival, o movimento de substituição do que era estrangeiro e pagão, por algo mais nativa e cristão.Barry procurou Augustus Welby Northmore Pugin. Trabalhando juntos (e nem sempre de acordo – sobre o layout simétrico de Barry ele disse a famosa frase: ‘Todo grego, senhor. Detalhes Tudor em corpo clássico’.) Pugin criou uma fantasia vitoriana que hoje é condenada como sendo a ‘Disneyficação’ da história. Os arquitetos normalmente achavam que os prédios não eram góticos o suficiente; como o Great Hall do século 15 em Guildhall, que ganhou as torres lateriais e central só em 1862. A discussão entre os classicistas e góticos surgiu em 1857, quando o governo contratou Sir George Gilbert Scott, líder do movimento gótico, para reprojetar o novo quartel-general do Foreign Office. O projeto de Scott enfureceu o anti-gótico Lord Palmerston, então primeiro-ministro, que prevaleceu.
Mas Scott armou sua revanche, construindo um escritório em que todos odiavam trabalhar e erguendo edifícios góticos por toda a cidade, entre eles o Albert Memorial e a St Pancras Chambers, a frente da estação que contém o Midland Grand Hotel. St Pancras foi concluída em 1873, depois que a Midland Railway encomendou a Scott um terminal londrino que desbancasse seu rival ao lado em King’s Cross. Aproveitando a oportunidade para mostrar sua maestria nas formas góticas, Scott construiu um castelo assimétrico que não deixava a estrutura da ferroviária aparente, que por sua vez já era uma maravilha da engenharia feita pelas mãos de William Barlow.
Outros prédios charmosos e imponentes neogóticos são o Royal Courts of Justice, o Natural History Museum, e a Tower Bridge. Sob a influência do movimento Arts and Crafts, o medievalismo facilmente se transformou em falso-Tudor, como a bonita Liberty Store em branco e preto. A Primeira Guerra e a chegada do modernismo trouxeram o espírito de renovação e uma estética mais austera. O Freemason’s Hall e a Broadcasting House da BBC são bons exemplos do estilo de prédios mais baixos dos anos 1920 e 30. Este ultimo está passando por reformas e modernização.
Talvez o melhor exemplo do modernismo entre-guerras esteja no London Zoo. Construído pelo imigrante russo Bertold Lubetkin e pelo grupo Tecton, as rampas em espiral da Penguin Pool (não é mais usada por pinguins) mostravam todas as possibilidades do concreto. O material também foi usado no metrô, possibilitando a construção mais rápida e mais barata dos túneis com simples linhas e curvas.
Não havia nada de enérgico nem de barato no prédio art deco do Daily Express. A estrutura cromada com vidro negro foi erguida em 1931 e é um exemplo de construção ‘curtain wall’, em que a fachada está literalmente sustentada na estrutura interna do prédio. O prédio foi reformado, mas o detalhe original – o piso rebuscado, corrimões de cobras e lustres detalhados – permanecem intactos. O acesso público não é garantido, mas vale a pena dar uma espiada pela porta para ver o que o Architects’ Journal chamou de ‘monumento definitivo da Londres dos anos 1930’.
O bombardeio aéreo da Segunda Guerra deixou várias áreas de Londres arruinadas, sendo outra oportunidade dos construtores lucrarem. Lamentavelmente, a cidade recebeu poucas melhorias com a reconstrução; em muitos casos, foi piorada. A destruição deixou a cidade com falta de moradia, de modo que os arquitetos tiveram a chance de demonstrar sua eficiência em colocar um grande número de famílias em torres de apartamentos.
No entanto, houve alguns sucessos pós-guerra, inclusive o Royal Festival Hall em South Bank. Único sobrevivente do Festival of Britain de 1951, o RFH foi construído para celebrar o fim da guerra e o centenário da Grande Exposição. A vizinha Hayward Gallery é um exemplar da arquitetura brutalista dos anos 1960. As décadas de 1970 e 80 ofereceram algumas alternativas ao brutalismo: pós-modernismo e high-tech. O primeiro é representado por One Canada Square de Cesar Pelli em Canary Wharf , Docklands, um obelisco exagerado que se tornou o símbolo arquitetônico dos anos 1980 e suscita sensações ambíguas nos moradores da cidade.
O prédio do Lloyd’s of London, de Richard Rogers (ver pág.98) é o melhor exemplo londrindo high-tech, no qual as estéticas comercial e industrial se misturam para produzir o que sem dúvida é um dos mais significativos prédios ingleses desde a guerra. Criticado quando foi concluído em 1986, o prédio ainda consegue desbancar projetos mais novos. Também quebrando paradigmas está o NatWest Media Centre, da Future Systems, em Lord’s Cricket Ground (St John’s Wood Road, St John’s Wood, NW8).
Feito de alumínio em um estaleiro e praticamente pendurado sobre o campo, é uma das mais ousadas construções atuais de Londres, principalmente considerando sua tradicional localização. E a multicolorida Peckham Library (171 Peckham Hill Street, Peckham, SE15) de Will Alsop, redefiniu a arquitetura comunitária, vencendo o Stirling Prize em 2000. Graças ao Heritage Lottery Fund, há muita arquitetura nova inserida em prédios antigos. A fantástica transformação da usina do Bankside em Tate Modern, feita pelo escritório Herzog & de Meuron, talvez seja o mais famoso exemplo.
Já o exercício de complexidade de Lord Norman Foster no British Museum, onde a Great Court de £100 milhões criou a maior vão coberto da Europa, é o mais impressionante – cada um dos 3.300 painéis triangulares de vidro é único. Qualquer discussão sobre arquitetura em Londres é impossível, é claro, sem mencionar Foster. Com seu City Hall e a icônica 30 St Mary Axe (antes Swiss Re Tower conhecida como ‘The Gherkin’) na City, sua prática prolífica trouxe novos padrões para o design do esporte com o novo Wembley Stadium – o arco se tornou outro símbolo imediatamente reconhecido na vida esportiva da cidade.
Você terá de pegar o DLR e ir para o sul se quiser ver outro bonito prédio do escritório Herzog & de Meuron, o centro de dança Laban, em Deptford (Creekside, Deptford, SE8), que lhe rendeu o Stirling Prize em 2003. A capital também tem o primeiro prédio do aclamado Daniel Libeskind, que projetou um pequeno centro de graduação para a London Metropolitan University (Holloway Road, Holloway, N7).
Mas os superarquitetos estrangeiros não abocanharam todos os principais projetos. Em Whitechapel Road, E1, David Adjaye projetou seu segundo Idea Store (http://www.ideastore.co.uk/), além de seu aclamado prédio em Poplar (Chrisp Street, E14). Com estética limpa, está anos luz da tradicional biblioteca vitoriana em design, nome e função. Para confirmar seu status como importante personagem, ele também é responsável pela nova galeria Rivington Place, sendo seu design influenciado por uma máscara sowei, de Serra Leoa. Notavelmente, esses três marcos estão na região leste. À medida que o foco da capital se volta para a regeneração do leste de Londres alavancada pelas Olimpíadas, eles são somente os percursores de um longo período de mudanças que vão causar um grande impacto no panorama da cidade. Para ver aonde as coisas estão indo, saia do metrô na estação em Goodge Street e visite a New London Architecture (Building Centre, 26 Store Street, Bloomsbury, WC1, 7692 4000). Inaugurada em 2005, esta exposição permanete tem como objetivo fornecer uma visão geral dos principais desenvolvimentos de Londres, tanto para o visitante quanto para o profissional em design.
A impressionante obra-de-arte do centro é uma maquete de 11,7 metros de comprimento, que mostra desde Battersea Power Station ao sul, subindo para King’s Cross, indo até Docklands e Stratford a leste. É uma fascinante visão aérea da cidade como ela é hoje e como será num futuro próximo. Atualmente há mais de 150 projetos ainda não construídos que estão expostos na maquete, inclusive as propostas espetaculares de 300 metros de altura para a City e London Bridge.
Embora impressionantes, representam somente uma fração do investimento de £100 bilhões que será feito nas próximas duas décadas na cidade. Especialmente interessante é a parte da maquete com a proposta para as instalações das Olimpíadas de 2012, usada pela equipe responsável durante a campanha pela candidatura da cidade. A maquete da NLA também ajuda a entender como as diferentes partes da capital são interligadas. O modelo é acompanhado por uma exposição sobre algum outro aspecto do ambiente da cidade.

LONDRES HOJE...


London Hoje
A antiga cidade continua mudando – e nos dias de hoje, muda com pressa. Não é sempre que uma eleição é um espetáculo. Mas a eleição para prefeito de Londres em 1º de maio de 2008 –é eleito pelo voto direto de 7,5 milhões de eleitores da Grande Londres desde 2000 – poderia vir a ser. Parece ser uma luta dura e acirrada entre dois personagens importantes, personalidades tão fortes que nem precisam de sobrenome: trata-se de Boris versus Ken.Boris Johnson, o loiro, parlamentar do partido conservador por Henley e ex-editor de The Spectator, aparentemente faz política para se divertir. Ken Livingstone, o atual prefeito de voz esquisita, luta para conseguir o terceiro mandato. O primeiro parece personificar a Londres da tradição, onde os ônibus Routemasters pudessem circular e pudessemos tomar cerveja quente no calor do Império; o último almeja uma Londres mais séria, global, progressiva e aberta. Atrás dessas primeiras e evasivas impressões, os detalhes são intrigantes. Livingstone é um político com mais de 30 anos de carreira. Era esquerdista do Greater London Council. Tanto atormentou Margaret Thatcher que ela o destitui. Era tão esquerdista que Tony Blair não queria indicá-lo como candidato do Partido Trabalhista para as eleições inaugurais de 2000. Livingstone introduziu o que de fato é um imposto verde (o Imposto de Congestionamento, cobrado sobre qualquer carro que entre no centro expandido de Londres), angariando fundos para as tão necessárias melhorias no transporte público e incentivando os motoristas a usarem menos o carro.Livingstone também é o cara que se livrou dos ônibus Routemasters, substituindo-os, em parte, pelos ônibus sanfonados de 18 metros; foi ele que trouxe as Olimpíadas para a cidade e que assinou um acordo com o socialista Hugo Chávez para comprar petróleo mais barato da Venezuela. Johnson, por outro lado, é a nova geração do Tory, um Conservador de Notting Hill da mesma forma que Blair era um Trabalhista de Islington. Produto de uma educação cara (Eton, Oxford), Johnson combina comportamento afável e atitudes aparentemente tranqüilas em relação à vida moderna. Ele pedala. Ele corre. Aparece às vezes em programas de entrevista na televisão. Sua delicadeza seria inimaginável, até recentemente, no aristocrata Partido Conservador. Na verdade, seu temperamento amigável já suscitou comentários que poderiam ter derrubado qualquer outra pessoa – redeu apelidos como ‘garotão’, por exemplo. Suas políticas são flexíveis, mas apóia o mercado aberto, o discurso aberto, o Estado pequeno, os impostos baixos. Suas preocupações? O eleitorado foi convidado a votar pelo candidato preferido entre os conservadores: Johnson venceu com 80% dos votos. Mas, apesar de atrair uma boa cobertura de mídia, somente 20 mil votos foram colocados nas urnas. A disputa tende a ficar melhor ainda em maio, com os debates iniciais entre os concorrentes. Livingstone chama Johnson de ‘charmoso brincalhão’, atentando para o fato de a eleição se tornar um ‘Celebrity Big Mayor’, numa referência aos programas de reality show. Boris retrucou com uma afirmação simples e séria, e acusou Ken de gastar dinheiro do contribuinte. Livingstone responde: ‘Boris Johnson não apresenta propostas sérias para Londres simplesmente porque não tem nenhuma’. E menciona suas três grandes ações com relação ao crime, habitação e transporte. Além disso, alardeia seu sucesso embasado o acordo com a Crossrail, ressaltando as oportunidades de desenvolvimento que ela criará e explicando como ‘passa pelos bairros londrinos de maior depravação’. São os votos de ricos e pobres a bordo. Mas isso não é tudo. Os coajuvantes nos dizem muito também sobre o atual estado de Londres. Brian Paddick, ex-chefe de polícia gay, é responsável por um controverso relaxamento nas leis anti-maconha no sul de Londres em 2001. É atualmente um candidato possível para a prefeitura pelo Liberal Democrata. Sua bandeira? Crime, transporte e questões ambientais. Os Greens vão indicar um candidato; os direitistas do BNP também. É claro, política é assim.Quem pode afirmar se um ou mais candidados terão de desistir das eleições por causa de algum escândalo ou tragédia pessoal, mudança de sexo ou simples mudança de opinião sobre algum assunto importante? Mas os temas principais estão claros: transporte, moradia e crime. As políticas ambientais deverão ser aceitas, principalmente em relação ao transporte. Os ‘buracos negros’ nos financiamentos serão identificados, negados imediatamente, explicados ou terão os números contestados.Dois outros tópicos também serão abordados: imigração e o status de Londres como cidade global – com referência implacável ao seu papel como sede das Olimpíadas de 2012, e aos olhares invejosos e condescendentes das derrotadas Paris e Nova York. Boris já disse que vai medir seu sucesso não em comparação a Ken Livingstone, mas em comparação ao prefeito da poderosa Nova York, Michael Bloomberg.Tais comparações com Nova York podem sugerir inveja, mas Paris é hoje um assunto seguro. Depois que o recepcionista fofoqueiro do nosso hotel francês nos disse que gostaria de morar em Londres porque não gostava dos seus compatriotas, podemos dizer maliciosamente que Londres é a sétima maior cidade da França. Ele quase enlouqueceu, mas é verdade. Talvez 200 mil franceses morem em Londres. São jovens, em média 29 anos. E não se trata de encanadores do leste europeu ou de habitantes do sudeste asiático fugindo da pobreza; precisamos proteger nossos empregos dos velhos inimigos franceses. Felizmente Londres está mostrando sinais de que aceita sua condição híbrida – mas o caminho ainda é longo, com o assunto da imigração sempre em pauta na sua história. Um momento interessante foi a inauguração, com um mês de diferença no final de 2007, de três sensuais centros artísticos, cada um dedicado à diversidade cultural, todos do badalado arquiteto David Adjaye. O Stephen Lawrence Centre, em Deptford, Rivington Place, em Shoreditch, e o Bernie Grant Centre, em Tottenham. Todos são prédios modernos, abertos, estilosos e com linhas retas – uma façanha considerável em Deptford, onde duas janelas foram quebradas possivelmente por extremistas descontentes com a simples menção do nome do adolescente negro assassinado, Lawrence. Esses prédios não atrairão visitantes com celulares com câmera, como faz o simbólico Gherkin. Mas o Gherkin é realmente só um bom exemplo da City se exibindo, mostrando seu baú de dinheiro desde que Gresham inaugurou o Royal Exchange nos tempos elizabetanos. E sendo de Adjaye, deverá ter algo de novo. No entanto, a roupa nova do imperador tem várias facetas. Um delas, a decisão da British Film Institute de criar uma marca para a sensível denominação National Film Theatre, algo que ficou conhecido como BFI Southbank.A outra são os consultores de marcas intrometendo-se nas Olimpíadas de 2012. Sugeriram um logo, projetado para chamar a atenção das crianças, mas considerado insosso e desde já antiquado. Enquanto isso, as instalações de treinamento da cidade continuam maltrapilhas, com o Palácio de Cristal está fechado. E os custos? Para o Estádio Olímpico já não são mais os orçados £280 milhões, mas £496 milhões. Algum esperto esqueceu de incluir a inflação e o VAT. Boris Johnson aceitou sua canditatura para a prefeitura de Londres fazendo uma ameaça bem provocativa: ‘Os dias do rei Newt estão contados’. Quando estiver lendo isto, o prefeito Ken poderá já ser uma carta fora do baralho. E então de quem será a cidade? Talvez pertença a qualquer pessoa que tenha uma história para contar desse lugar. O que é o mesmo que pergutar: De quem é a cidade? É sua, se quiser.

LONDRES: SUA HISTÓRIA...


Destruída, tomada pela praga ou bombardeada – Londres está sempre em alta.

Em quase 20 séculos de existência, Londres já viu de tudo. Incêndio, doença, tumulto e bombardeio; riqueza, criatividade e excessiva auto-confiança. Parece que só a versatilidade e a adaptabilidade são constantes: sempre foi o porto, o forte, o mercado, a sede do governo e o ponto de encontro nacional. De acordo com o romancista Ford Madox Ford em The Soul of London: ‘A Inglaterra é um país pequeno. O mundo é infinitésimo. Mas Londres é ilimitável’.Enquanto o tamanho da capital e sua rápida expansão sempre fascinaram os visitantes, as origens da cidade estão longe de serem grandiosas. Tribos celtas viviam em comunidades espalhadas ao longo das margens do Tâmisa antes de os romanos chegarem à Grã-Bretanha. Mas não há evidências de povoados no lado da futura metrópole antes da invasão do imperador Cláudio em 43 d.C. Durante a conquista romana do país, atravessaram o Tâmisa no seu ponto mais raso (perto da atual London Bridge) e, mais tarde, construíram uma ponte de madeira ali. Formou-se, então, um povoado no lado norte.Nos dois séculos seguintes, os romanos construíram estradas, cidades e fortes e o comércio floresceu. O progresso foi interrompido em 61 d.C. quando Boadicéia, a viúva do clã de Ânglia Oriental, rebelou-se contra as forças imperiais que tomaram sua terra, a açoitaram e estupraram suas filhas. Deixou a tribo Iceni revoltada e destruiu a colônia romana em Colchester antes de marchar para Londres. Os habitantes romanos foram massacrados e seu povoado, arrasado. No ano seguinte, Boadicéia foi derrotada na Batalha de Watling Street e diz a lenda que foi enterrada onde é atualmente a plataforma 10 da King’s Cross Station. Depois de restabelecida a ordem, a cidade foi reconstruída e por volta de 200 d.C. foi erguida uma muralha de 3,2 quilômetros e 5,4 metros de altura ao redor dela.Existem lá pedaços dela até hoje e os nome originais dos portões – Ludgate, Newgate, Bishopsgate e Aldgate – estão preservados no mapa da cidade moderna. A rua conhecida como London Wall tem parte de seu trajeto. No século 4º, enfraquecido pelas invasões bárbaras e lutas internas, o Império Romano entrou em declínio. Em 410, as últimas tropas se retiraram e Londres se tornou uma cidade fantasma.

sábado, 26 de setembro de 2009

NATIONAL GALLERY (LONDRES)


Galeria Nacional de Londres (em inglês The National Gallery), fundada em 1824, é um dos mais importantes museus da Europa e um dos mais conhecidos do mundo. Localiza-se na Trafalgar Square, no centro de Londres, e abriga uma preciosa coleção de mais de 2.300 pinturas, que datam desde a metade do século XIII até o início do século XX. É um museu público e as visitas ao acervo permanente são gratuitas.
O acervo contém algumas das obras mais importantes, raras e emblemáticas da História da Arte, de artistas como Leonardo da Vinci, Botticelli, Caravaggio, Rembrandt, Jan van Eyck, Rubens, Vermeer, Thomas Gainsborough, Turner, Renoir, Monet, Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Gauguin, Degas, Manet, Berthe Morisot e Picasso. Vale destacar também a monumentalidade do edifício e a conservação das peças.


O INÍCIO:

Em Abril de 1824 a House of Commons estabeleceu um acordo para a compra de uma mansão e de toda a colecção de arte do famoso e ilustre banqueiro John Julius Angerstein, por 57.000 libras.
As 38 pinturas constituintes do acervo, vistas como o núcleo central da nova colecção nacional para a educação e entretenimento comum, antes da construção de um novo edifício que as albergasse, juntamente com centenas de outras pinturas já pertencentes ao Estado permaneceram expostas ao público na mansão também adquirida, em Pall Mall.


Uma nova morada para a colecção
As árduas críticas à conservação inadequada da colecção levaram à decisão de construir um edifício propositadamente erguido para albergar uma grande colecção, que viria a aumentar posteriormente, e os seus muitos visitantes.
Assim, foi um local escolhido, sendo este em plena Trafalgar Square. Foram feitas várias vias de acesso e os acessos de comboio ao local foram facilitados. Os moradores ricos da zona oeste da cidade tinham oportunidade de visitar o local indo de comboio e, com a construção de passeios públicos largos, a ecléctica sociedade da parte sul e este de Londres poderia percorrer o trajecto a pé, comodamente.


A criação de um museu para todos
Inicialmente, o museu era visitado pela elite inglesa, mas assim que as notícias da construção de um edifício monumental para albergar uma colecção riquíssima soaram pela Europa e pelos EUA, a alta sociedade internacional ali caiu em peso.
Prontamente o Estado fez questão de alargar o número de visitantes e permitiu a entrada a todas as classes sociais e assim era frequente encontrar uma duquesa ao lado de uma vendedora de flores. O governo britânico e os curadores do museu mantiveram essa perspectiva cultural e muitos jovens de classes sociais menos abastadas são formados em Artes pela instituição.


A Segunda Guerra Mundial
Durante a Segunda Guerra Mundial, devido ao perigo iminente de bombardeamentos na cidade

de Londres, numa quarta-feira, 23 de Agosto de 1939, a Galeria Nacional fechou as suas portas ao público, de forma a evacuar todas as pinturas para um local seguro e secreto.
As principais obras foram retidas em Gales enquanto alguns quadros menores foram abrigados na Gloucestershire. Outros, muito poucos, foram deixados em casas particulares ou edifícios públicos fora da cidade, evidentemente. Toda esta operação foi concluída com sucesso em somente onze dias, tendo a última remessa de obras saído de Trafalgar Square no dia 2 de Setembro do mesmo ano.
Com a iminência da guerra a conquista da França em Maio de 1940, todo o Reino Unido estava a ser bombardeado e as pinturas ficaram outra vez em perigo. Os curadores do museu negociaram o transporte para o Canadá, ideia que Churchill vetou, visto que não queria que nenhuma das pinturas saísse do continente europeu.
A Galeria Nacional foi afectada pela primeira vez em 12 de Outubro, o que destruiu uma das salas, mas os danos foram pouco significativos. A segunda bomba afectou a biblioteca e arrasou um dos pátios, porém, ao contrário da primeira, não causou vítimas mortais nem feridos. Ao final

da Segunda Grande Guerra, nenhuma pintura fora afectada.


O edifício que atualmente alberga o museu, na Trafalgar Square, foi construído sobre os escombros de uma mansão de nome Carlton House. Os arquitectos da Galeria Nacional, com pena de derrubar os gigantescos e impressionantes colunas e pórticos italianos da mansão londrina, decidiram conservá-los e hoje formam as entradas principais do museu.
Este facto favoreceu os planos dos arquitectos, visto que estes tencionavam construir um edifício neoclássico, cuja monumentalidade fosse notável e incontestável.
Em 1868 a construção do museu foi iniciada, glorificando as elegantes colunas com uma enorme cúpula, de grandes dimensões. Em 1876 e em 1907 o edifício foi aumentado, e, neste último ano, foram acrescentadas ao edifício cinco novas galerias.
No seu interior, o edifício conserva ainda o típico estilo inglês dos finais do século XIX, confinando-se a uma elegância rude e por vezes austera. Nalgumas salas, inclusive, as paredes ainda estão cobertas de damasco e os tectos conservam os ricos lustres de cristal.


A COLEÇÃO:

A colecção actual do museu inclui centenas de desenhos, gravuras e pinturas, muitos deles de extrema importância, como é o caso de O Casal Arnolfini, de Jan van Eyck e da A Virgem das Rochas, de Leonardo da Vinci.
A maior parte do acervo provém de aquisições estatais ou de doações relevantes. Grande parte provém da Europa Ocidental, existindo apenas alguns trabalhos oriundos do Leste europeu.


ALGUMAS OBRAS:


SÉCULO XV:

Cristo Glorificado na Corte Divina, Fra Angelico, 1423-1424
A bênção dominicana, Fra Angelico, 1423-1424
Os seguidores de Cristo, com Santos e Mártires ou Procissão a Cristo, Fra Angelico, 1423-1424
Virgem Maria com os Apóstolos e outros Santos e representantes da Ordem Franciscana, Fra Angelico, 1423-1424
O Cardeal Bessarion e mais dois membros da Escola da Caridade, orando em frente do Relicário de Bessarion, Gentille Bellini, 1423-1424
Virgem e Criança com santos e anjos músicos, cerca de 1425-1432
A visão do hábito dominicano, Fra Angelico, 1430-1440
Uma mulher, Robert Campin, 1435
Retrato de um homem, Jan van Eyck, 1435
O Casal Arnolfini, Jan van Eyck, 1439
A Anunciação e os sete Santos, Fra Filippo Lippi, 1450-1453
A Virgem e o Menino, Dirck Bouts, 1465
Cristo dando a Bênção, Antonello da Messina, 1465
São Miguel triunfando sobre o demónio, Bartolomé Bermejo, 1468
Retrato de um homem, Antonello da Messina, 1475
São Jerónimo no seu estúdio, Antonello da Messina, 1475
Adoração dos Reis Magos, Sandro Botticelli, 1470-1475
São Francisco de Assiz com os Anjos, Sandro Botticelli, 1475-1480
Marte e Vénus, Sandro Botticelli, cerca de 1483
Cristo com coroa de espinhos, Hieronymus Bosch, 1490-1500
A Virgem dos Rochedos, Leonardo da Vinci, 1491-1508
São Jerónimo, Albrecht Dürer, 1495
O pai do artista, Albrecht Dürer, 1497
A Virgem com o Menino e Santa Ana e São João Baptista]], Leonardo da Vinci, 1499-1500
Os três milagres de São Zenóbio, Sandro Botticelli, 1500


SÉCULO XVI:

Madonna com criança, Albrecht Dürer, 1500-1510
São Jerónimo numa Paisagem, Gerard David, 1501
Maria Madalena de vermelho numa paisagem idílica, orando perante o anjo, Adriaen Ysenbrandt, 1510
A Virgem adorando o Menino com José de vermelho, numa paisagem idílica, Fra Bartolomeo, antes de 1511
A Trindade e a Mística Pietá, Baldung Grien, 1512
Retrato de um homem, Baldung Grien, 1514
A Virgem e o Menino, Jan Mabuse, 1615-1620
Paisagem com ponte pedestre, Albrecht Altdorfer, cerca de 1518-1520
Cristo dando a bênção à sua Mãe, Albrecht Altdorfer, provavelmente 1520
Retrato de uma jovem, Jan Mabuse, cerca de 1520
Adão e Eva, Jan Mabuse, cerca de 1520
Retrato do Erasmo de Roterdão, Hans Holbein, o Jovem, 1523
Damião de Goes, Jan Mabuse, 1530-1532
Retrato de Jean de Dinteville e Georges de Selve e Os embaixadores, Hans Holbein, o Jovem

1533
Retrato de Cristiana da Dinamarca, Hans Holbein, o Jovem, 1538
Retrato de um homem, Martin von Heemskerk, cerca de 1540
Retrato de uma mulher, Martin von Heemskerk, cerca de 1540
A Virgem e o São João Evangelista, Martin von Heemskerk, cerca de 1540
O Bom Samaritano, Bassano, 1550-1570
Retrato de uma jovem senhora, Paris Bordone, cerca de 1450
A Purificação no Templo, Bassano, 1580
A surpresa dos Deuses, Hans von Aachen, década de 90
São Jerónimo como Cardeal, El Greco, 1590-1600
Marsyas e Olympus, Annibale Carraci, 1597-1600


SÉCULO XVII:

As três Marias, Aniballe Carraci, cerca de 1604
Descanso na Fuga para o Egipto, Francesco Albani, 1609-1610
Diana e Callisto, Paul Bril, década de 20
Homem com um crânio ou Vanitas, Frans Hals, 1626-1628
Festa à mesa, Dirk Hals, 1626
Retrato do Cardeal Richelieu, Philippe de Champaigne, 1633-1640
O sonho de São José, Philippe de Champaigne, cerca de 1636
Retrato de uma jovem mulher, Gerrit Dou, provavelmente 1640. Esta pintura é uma das melhores de Gerrit Dou, executada com pormenores meticulosos, elegantemente espalhados pela tela; obra-prima inquestionável do seiscento.
Triplo-retrato do Cardeal Richelieu, Philippe de Champaigne, provavelmente 1642
Retrato de jovem rapariga vestida de azul com uma pena de avestruz, Bartholomeus van der Helst, 1645
Retrato de família numa paisagem, Frans Hals, 1647-1650
A caverna da Eternidade, Luca Giordano, cerca de 1680
O jovem astrónomo, Olivier van Deuren, cerca de 1685
O Martírio de São Januário, Luca Giordano, 1690
Uma homenagem a Veláquez, Luca Giordano, entre 1692 e 1700
Santo António de Pádua, Luca Giordano, cerca de 1700
Vénus olhando-se ao Espelho, Diego Velázque


SÉCULO XVIII:

Veneza: Vista sobre o Palácio Doge, Canaletto, década de 30
A urna de água, Jean-Baptiste-Siméon Chardin, 1733
A jovem professora, Jean-Baptiste-Siméon Chardin, 1735-1736
Vista sobre o Grande Canal com San Simeone Piccollo, Canaletto, 1738
Veneza: Entrada do Grande Canal, com vista para a Igreja de Santa Croce, Bernardo Bellotto, 1740
A Regatta no Grande Canal, Canaletto, 1740
Retrato de Mademoiselle de Coislin, Louis Tocqué, 1750-1759
Mister and Mistress Andrews, Thomas Gainsborough, cerca de 1750
Retrato do embaixador veneziano Andrea Tron, Nazario Nazari, cerca de 1750
Psyché mostrando às irmãs os presentes do cupído, Jean-Honoré Fragonard, 1753
Londres: Interior da Rotunda em Ranelagh, Canaletto, 1754
Paisagem com moinho, François Boucher, 1755
Veneza: Palazzo Grimani, Canaletto, 1756-1768
Retrato do Conde de Vaudreuil, François-Hubert Drouais, 1758
Retrato das filhas do artista com um gato, Thomas Gainsborough, cerca de 1760-1761
Retrato de Madame Pompadour, François-Hubert Drouais, 1763-1764
Retrato de um homem, Jean-Baptiste Greuze, 1763
Retrato do Dr. Ralph Schomberg, Thomas Gainsborough, cerca de 1770
O passeio matinal, Thomas Gainsborough, 1785
Retrato da Rainha Carlota de Inglaterra, Thomas awrence, 1789
Um piquenique, Francisco Goya, 1785-1790
Flores num vaso, Paulus Theodorus van Brussel, 1892
Retrato de Jacobus Blauw, Jacques-Louis David, 1795
Don Andrés del Peral, Francisco Goya, 1798


SÉCULO XIV:

Doña Isabel de Porcel vestida de maja, Francisco Goya, 1805
Paisagem invernal, Caspar David Friedrich, provavelmente 1811
Retrato do Duque de Wellington, Francisco Goya, 1812-1814
Rua com uma cabana, Jan Cornelis Haccou, 1819
Abel Widmer, Eugène Delacroix, cerca de 1824
Convento capuchinho em Amalfi, Carl Blechen, cerca de 1829
A execução de Jane Grey, Paul Delaroche, 1833
Retrato do Duque d' Orléans, Jen-Auguste-Dominique Ingres, ano sucessor a 1842
Suazana no banho ou O banho de Suzana, Francesco Hayez, 1850
Cristo na cruz, Eugène Delacroix, 1853
O Lago de Thun, Alexandre Calame, 1854
O treino dos cavalos, no mercado de cavalos de Paris, Rosa Bonheur, 1855
Dom Quixote e Sancho Pança, Honoré Daumier, cerca de 1855
Retrato de Mademe de Miotessier, Jean-Auguste-Dominique Ingres, 1856
Auto-retrato, Henri Fantin-Latour, 1860
Cena de praia em Trouville, Eugène Boudin, 1960-1870
Um Prato de maçãs, Henri Fantin-Latour, 1861
Festa nas Tulharias, Edouard Manet, 1862
O Julgamento de Páris, Henri Fantin-Latour, cerca de 1863
Retrato da Princesa Paulina de Metternich, Edgar Degas, 1865
Tarde nas Tulleries, Adolph Menzel, 1867
O toureiro acenando, Marià Fortuny i Marsal, provavelmente 1869
Cena de Praia, Edgar Degas, 1869-1870
Eva Gonzalès, Edouard Manet, 1870
No Café Châteaudun, Edgar Dega, 1869-1871
Cabeça de Mulher, Edgar Degas, 1874
Mr. e Mrs. Edwin Edwards, Henri Fantin-Latour, 1875
Carlo Pellegrini, Edgar Degas, cerca de 1876-1877
Miss La La actuando no Cirque Fernando, Edgar Degas, 1879
Retrato de uma Senhora, Raimundo de Madrazo e Garreta, 1885-1895
Dançarinas russas, Edgar Degas, 1889
Homem no seu banho, Gustave Caillebotte, 1884
Lavadeiras num riacho, Eugène Boudin, 1885-1890
O porto de Deauville, Eugène Boudin, 1888-1890
A praia em Tourgéville-les-Sablons, Eugène Boudin, 1893
Piquenique no jardim, Pierre Bonnard, cerca de 1891
Les Grandes Baigneuses, Paul Cézanne, 1894-1905
Velha com rosário nas mãos, Paul Cézanne, 1895-1896
Penteando o cabelo (La Coiffure), Edgar Degas, cerca de 1896
Vaso de Flores, Paul Gauguin, 1896
Faa Iheihe, Paul Gauguin, 1898
O Guitarrista, Paul Gauguin, cerca de 1900


SÉCULO XX:


Retrato de Hermine Gallia, Gustav Klimt, 1904
Retrato de Greta Moll, Henri Matisse, 1908

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MUSEU DE LONDRES


Museu de Londres - Museum of London


London Wall


Aberto de Segunda a Sabado das 10 am até as 5.50 pm. Domingo das 12 pm até 5.50 pm.


Metrô: Barbican Station


Venha visitar este museu e conheça tudo sobre a história de Londres, desde a era romana, a dinastia Tudor até o século atual. Nele você encontrará uma replica sobre o ‘ Great Fire of London’, o grande incêncio que destruiu grande parte da cidade. (E entenderá por que os ingleses são tão traumatizados com incêndios…).

MUSEU DA GUERRA


Museu da Guerra


– Imperial War Museum


Lambeth Road, London, SE1


Aberto diariamente das 10.00 am as 6.00 pm


Metrô: Waterloo Station


Com uma mostra que remonta a história dos principais conflitos no mundo, o Imperial War Museum é bastante popular e uma ótima referência para quem quer entender a história da Europa. Algumas de suas obras são interativas e há uma replica de um campo de batalha do início do século, com trincheiras e reproduções de bombardeios.Inaugurada em Junho de 2000, há a exibição sobre o Holocausto, que reproduz e explica o por quê de um dos mais terríveis acontecimentos da história da humanidade.