EUROPA

EUROPA
Descobrindo o "Antigo Continente"

sábado, 31 de outubro de 2009

ITÁLIA

A Itália é um daqueles países que uma única viagem não consegue nem de longe dar conta. Tem muiiiiiiiiiiiiiiiiita coisa pra ver, muita história, muita arte, muita comida, muita…

Se sonha em conhecer este lindo país vc tem que fazer 2 opções: ou faz uma lista das principais cidades que quer conhecer e, se forem muito distantes umas das outras, apela pra avião (além do trem); ou escolhe uma região por vez. Eu indicaria a segunda opção. Como há muito o que ver, é melhor concentrar, já que as cidadezinhas são sempre muito próximas.

O que ao olharmos no mapa italiano parece longe, na verdade está bem perto, coisa de 1 hora de distância. Não usem a referência monumental das distâncias brasileiras no que diz respeito à Europa.

Bom, a Itália não é um país barato. Tudo se paga. Qualquer igrejinha perdida no mapa italiano se paga pra ver. Então prepare-se.

A excessão de Roma e Milão, praticamente tudo se conhece bem a pé, até mesmo por que muito da beleza italiana está nas ruas, na arquitetura. Gaste sola de sapato.

Lá não é usual ônibus pra ligar uma cidade à outra e sim os trens. Você pode consultar preços e horários no site da Trenitalia. Quando for viajar pra lá, depois que montar seu roteirinho, procure imprimir os horários, pq se há lugares com bastante frequência, tb existe o contrário. A dica dos trens é comprar a passagem do trem regional, pq é muiiiiiiiiiiiiiito mais barata e por vezes demora apenas um pouco mais do que o Eurostar ou o Intercidades.

Nos próximos posts vamos fazer o passo-a-passo na Itália: trem, hospedagem, dicas, roteiros nas cidades…

DICAS VIAJANTES

Fiz um roteiro parecido em abril passado. São 3 das melhores cidades da Europa.
Algumas dicas:
Se não comprou passagem, vale a pena consultar a TAM, pq como a TAM vôa Londres e Paris, dá pra chegar por uma e sair por outra economizando um trecho de passagem.

Como são cidades interessantíssimas, seria ideal um mínimo de 4 noites por cidade (se tiver mais tempo, prolongue a estadia em Paris ou Londres, que têm mais coisas para serem vistas).

Há boas companhias de baixo custo voando entre essas 3 cidades, o que torna fácil e barato o deslocamento.

Em Londres fiquei num hotel chamado Royal National, bom preço e ótima localização. Paguei 68 libras a diária.
Do Heatrow o acesso é fácil via Metro - pegue a Picadilly line e desça na Russel Square que é quase em frente ao Hotel. Essa corrida de táxi fica bem cara.

Em Paris, tb fiquei em ótima localização com preço espetacular. O Hotel des Carmes fica no Quartier Latin (cheio de bares e restaurantes e do lado da Notre Dame). O Preço foi de 102 euros a diária. Acesso tb fácil chegando pelo Charles de Gaulle - linha RER B3, descendo na St. Michel Notre Dame.

Em Roma os hotéis bem localizados são caros. Fiquei num ótimo Bed and Breakfast perto da Termini Stazzione (não é o ponto mais nobre mas é perto de tudo) com diária a 130 euros. Chama-se 69 Manin Street B & B. O ponto nobre é perto da Via Veneto, Fontana di Trevi e Piazza de Spagna. O acesso do aeroporto Fiumicino tb é fácil - Há um alinha chamada Leonardo Express que faz o trajeto até a Termini por aproximadamente 14 euros e duração de 40 min.

Para busca de hotéis sugiro o site www.booking.com, onde é possível classificar os hotéis por preços, localização próxima a determinado ponto turístico, etc.

Para busca de vôos de baixo custo, acesse www.flycheapo.com.

Espero ter ajudado e estou a disposição

ABRIL é ótima época para visitar. Pode estar um pouco frio (10 a 15 graus), precisa levar algumas blusas de frio leves. Mas já vai ter algumas flores pela cidade, porque estará começando a primavera.

PARIS: recomendo pelo menos 5 dias. Cidade lindíssima, preços mais acessíveis das três cidades, várias opções de hotel (pegue perto do metrô, mesmo que você compre pacote) e restaurantes (vários oferecem o "menu do dia", com bebida e sobremesa por um preço fixo, inclui até a taxa de serviço). Tem mapas ótimos no aeroporto, os locais de visitação são bem centrais e perto das estações. Compre um bem básico, porque o resto é só o mapa que vai te ajudar. Tem um passe de metrô (RAPT) que te serve para o dia todo, todo o turismo lá funciona a base de metrô.
Hoteis: tem a rede IBIS em quase todo o canto, mas procure ficar perto das atrações turísticas.

LONDRES: caríssima, se tiver dinheiro recomendo dois, três dias. Cidade pequena, atrações no centro, bem servida de transporte (mas caro). No aeroporto tem guias da cidade, não precisa comprar nada nem fazer roteiro. O básico: Oxford, Trafalgar Square (onde está o ótimo National Gallery), Hyde Park, Notting Hill, Parlamento Inglês e BigBen, Palácio de Buckinham. Para fãs de Beatles, tem o Abbey Road.
Todos os museus são de graça. Nos domingos de manhã, você pode ver a troca da guarda real no Palacio de Buckingham. O problema é que domingo o comércio tá todo fechado.

ROMA: três ou quatro dias são o suficiente para conhecer. Chegando na região histórica, você faz tudo a pé. As praças e fontes são próximas umas das outras. Reserve um dia para conhecer o Vaticano e o Castelo de Santo Agostino que fica do lado. Almoce perto do Vaticano, há restaurantes para todos os preços. Cuidado que todos os restaurantes tem preços diferenciados para sentado e em pé. A Itália é considerada o país mais caro para o turismo na Europa. Mas é lindo, vale a pena. Visite todas as praças (Espanha, Popolo, etc...), Coliseu, Foro Romano, Vaticano. A maioria é a céu aberto e gratuitos. Veja um mapa na internet, está tudo bem próximo e você não precisa se preocupar. A infra-estrutura para turista não é muito boa, é melhor você levar seu próprio guia de bolso e mapa.
Hoteis: fora do centro é bem mais barato, mas sempre pegue perto de um metrô.
Terminando a primavera e iniciando o verão melhor época para Europa, porém tudo é mais caro,desde a Coca Cola até diárias de hotel.Mas aproveite e não raciocine em reais, lembre-se que você está na região do euro que vale quase três vezes mais que o nosso dinheiro.
Em Paris, tente dar uma escapada no vale do Loire.Você compra a excursão por 140 euros com direito ao almoço no Castelo .Visitárá os castelos de Amboise,Almoçará no castelo de Chernonceux e apreciará os lindos jardins e ricos aposentos da falida nobresa francesa.O local para compra do passeio é numa agência de turismo na Rue du Rivoli próxima ao museu do Louvre.Em Paris, não precisa de dicas, Torre Eiffel,Av.Champs Elysées ,chegará no Arco do Triunfo.Para a esquerda passeará pela Av.Foch,metro quadrado mais caro de Paris e alguns brasileiros honestos e principalmente desonestos, tem ap. ou casa na avenida.Na Champs Elysées sòmente para conhecer, entre na Loja Louis Vuitton e na Mont Blanc e pode almoçar nos restaurantes, com um pouco de perseverança encontrará almoço individual por 15 ou 18 euros, bebendo o vinho da ¨casa¨(não peça marca,para não pagar rolha,vinhos francêses em geral são bons-que me perdoem portugueses e italianos).Ande o tempo todo a pé, para apreciar tudo.
Hotéis podem ser em Montmartre.Diárias mais em conta, boa vida noturna,muitos restaurantes e creperias(xodó francês).Seguindo pela bv.Montmartre,estará próximo a Gallerie Lafayette,pouco depois Opera de Paris,Praça da concórdia, parque das Tulleries,Champs Elisées.Tudo isso caminhando em 90 minutos.Visite a Torre Eiffel e vá até o segundo piso.Dá para ver alguma coisa da cidade.Disposto a gastar mais vá até o topo e verá a cidade toda.Não perca visitas aos museus (d'orsay e louvre).Eurodysney, Matriz de Notre Dame.passeio de barco pelo rio Sena,uma coca cola no café cultural ¨les Deux Magots¨ou no Cafe de Fiore no bairro elegante de Saint German, incluindo visita ao estádio do Paris Saint German, completa sua diversão em Paris.Não recomendo o Moulin Rouge. Show muito bonito e depois torna-se uma boite como qualquer outra ,bem mais barata;
Em Roma a cidade também é uma festa,Galeria vitorio emanuell cheia de boutiques com preços arrasadores(gastar todo o limite de seu cartão internacional de crédito).
mas os monumentos históricos Coliseu,Foro Romano e as inumeras fontes (fontana di Trevi, toda em mármore carrara)
bom serviço de metrô e onibus.Restaurantes maravilhosos e para todos os bolsos.Pizzarias quase não existem (estranho não é?)mas as pastas italianas com seus temperos maravilhosos são imperdíveis.Visite a praça de São Pedro no país Vaticano que fica dentro de Roma, visite o museu e a capela sistina.Afrescos pintados na abóboda da capela é algo extraordinario.A noite pode ser diferente no Trastevere, repleto de restaurantes e bares alguns com musica ao vivo.Mais sofisticada a Via Appia tem também boa vida noturna.
Londres fica a 3 horas de Paris no trem expresso.Vale pela viagem.A cidade pessoalmente achei meia chata.Povinho esnobe pior ainda que o parisiense, Visite Trafalgar square
palácio da rainha, catedral, Big Ben.Tem muita arquitetura antiga pela cidade e não tem mais nada.Pegue o primeiro trem Paris/Londres e volte no mesmo dia Londres/Paris.Fique com Deus e boa viagem.

QUANTO CUSTA UMA VIAGEM À EUROPA

Essa é a pergunta que não quer se calar (risos). O Edu já tinha pergutando isso em um post pré-viagem, e eu tinha detalhado os nossos gastos “por cima” nos comments (leia aqui), mas é uma avaliação totalmente particular baseada em um mochilão maluco de 37 dias. Uma viagem de 20 dias sai muito mais em conta. Aproveitando que o Luiz perguntou se “uns dez mil reais segura a onda legal”, vai a minha experiência abaixo, e a certeza de que se você conseguir economizar, dá sim para ir.

01) A Passagem

É o mais caro da viagem. Custa entre 650 dólares e pode chegar até 1000 dólares em alta temporada. Ou seja: viajar fora de temporada (que vai de 15 de junho até o fim de agosto) já garante uma grande economia. E pode acreditar: tem festival, shows e coisas legais para se fazer na Europa em maio e setembro, meses que não são tão frios e nebulosos como os invernais, e são mais baratos que julho e agosto, os temíveis e careiros meses de férias (e muito sol).
Leia também:
- A querida Luana Bandeira, a pedido de amigos, fez um textão bacana com algumas dicas de como montar um mochilão, escolher hospedagem, transportes e enxugar os custos em uma viagem para a Europa. Vale ler. Baixe o arquivo em world aqui.
12 comentários

1 elson { 08.07.09 at 9:24 pm } grande post mac!
quando fui pra europa em 2007 peguei um trecho da easyjet paris-londres por absurdos 17 euros. era 06:40 num aeroporto na pqp, tive que acordar 2 da manhã (na real nem dormi) pra pegar o trem e chegar a tempo, mas por 17 euros até valeram.
2 Ana Carolina Dias { 08.08.09 at 9:57 am } Oi !Gostaria mesmo de saber se ficarmos 20 dias na inglaterra iremos pagar o valor que esta acima?
3 Mac { 08.08.09 at 11:01 am } Exato Elson! Eu adoro a Easyjet. Mesmo!

Ana, esse cálculo é aproximado, mas é mais ou menos isso sim. Lembre-se que a Libra Esterlina é mais cara que o Euro, então pode subir um pouquinho. Fiz uma pesquisa rápida no Hostel World agora para ver o preço das hospedagens e vi albergues em que o quarto coletivo sai por 13 euros por pessoa e o quarto duplo, para casal, sai por 30 euros. Ou seja, na média. Se procurar com calma encontra-se coisas bem legais e talvez mais em conta, mas leve sempre em consideração a localização do lugar e a classificação (eu começo olhando apenas os acima de 90% e se não encontrar nada interessante - por preço ou localização - baixo para 80%, e nunca abaixo disso). Sobre a passagem, que é o item mais caro, varia muito dependendo da época que vai, mas fiz outra pesquisa agora como se fosse viajar em setembro e deu R$ 2200 e isso em um destes sites de viagem. Um bom agente de viagem consegue coisa melhor. Por último, a vida diária em Londres é um pouco mais cara. O bilhete diário de metrô/ônibus (que compensa muito) custa 5,60 pounds (R$ 20), mas você poderá usar o metrô e o ônibus o dia inteiro, e vale. Por outro lado, os Museus são gratuitos. Uma coisa compensa a outra. Última coisa: é preciso chegar em Londres com uma referência de um lugar onde você vai ficar. Eles perguntam na entrevista. Vou incluir isso no tópico.
4 Adriano Mello { 08.09.09 at 12:07 pm } Devidamente copiado e arquivado para fonte de consulta no futuro :)) Abs.
5 Felipe { 08.12.09 at 9:54 am } Sobre as entrevistas de imigração, há um erro aí. Não se trata da União Europeia o espaço único de movimentação, mas sim do Espaço Schengen (joga no Google, os artigos da Wikipedia são bons). No Reino Unido SEMPRE há imigração, exceto em voos internos deles. E o Espaço Schengen engloba países que não são da UE, casos de Suíça e Noruega, por exemplo.
6 Mac { 08.12.09 at 10:16 am } Boa correção, Felipe. Eu não tive imigração na escala nesta última vez (em Paris, onde só houve uma conferência de três segundos de passaporte), mas tive em Londres, sem a tradicional entrevista. E só em Londres. Valeu
7 Leandro de ouza Magalhães { 08.28.09 at 5:40 pm } Olha gostei muito de visitar esse site voutarei mais veses.
Se eu tivesse condições financeiras de passear
Quanto custa uma viagem para a Europa?
by Mac



Essa é a pergunta que não quer se calar (risos). O Edu já tinha pergutando isso em um post pré-viagem, e eu tinha detalhado os nossos gastos “por cima” nos comments (leia aqui), mas é uma avaliação totalmente particular baseada em um mochilão maluco de 37 dias. Uma viagem de 20 dias sai muito mais em conta. Aproveitando que o Luiz perguntou se “uns dez mil reais segura a onda legal”, vai a minha experiência abaixo, e a certeza de que se você conseguir economizar, dá sim para ir.

01) A Passagem

É o mais caro da viagem. Custa entre 650 dólares e pode chegar até 1000 dólares em alta temporada. Ou seja: viajar fora de temporada (que vai de 15 de junho até o fim de agosto) já garante uma grande economia. E pode acreditar: tem festival, shows e coisas legais para se fazer na Europa em maio e setembro, meses que não são tão frios e nebulosos como os invernais, e são mais baratos que julho e agosto, os temíveis e careiros meses de férias (e muito sol).

Uma vantagem das passagens: você pode pagar ela antes em até cinco vezes no cartão sem juros (se for uma companhia internacional tipo Iberia, Air France e outras) ou mais vezes se for uma nacional (TAM), com juros. O importante é que planejando bem, você já pisa na Europa com a passagem paga sem mexer no dinheiro das férias do trabalho, o que é uma grande economia para os dias de aventura pela frente.

Fiz uma pesquisa rápida em um site de viagens com as datas de partida para 30/04/2010 e volta 30/05/2010 e Air France e KLM oferecem passagens por cerca de R$ 2100. Esse preço pode abaixar se você conhecer uma agente de viagens bacana, que encontre uma promoção legal em um vôo menos concorrido, mas em média é isso: R$ 2100 que podem ser divididos em cinco vezes no cartão de crédito (com a taxa de embarque vindo na primeira parcela).

02) Hospedagem

Aqui você adapta a viagem ao seu bolso. Em sites como o Homelidays (www.homelidays.com) e Hostel World (www.homelidays.com) você consegue pesquisar habitações em hotéis, apartamentos, albergues, casas de família e campings. Os preços variam de acordo com o luxo e com o país. Um quarto dividido com 10 pessoas é mais barato que um quarto para casal, porém facilidades aparecem. O ap que ficamos em Paris foi o mais barato de toda nossa viagem, e o melhor. E Paris é uma cidade cara e de difícil hospedagem. A dica é: procure.

Para um cálculo no chutometro, só pata você ter idéia, você pode gastar entre 20 e 30 euros por dia em hospedagem (às vezes mais, outras menos, repito: dependendo das facilidades que você queira ter). Vamos pegar a média (25 euros) e multiplicar primeiramente pela cotação do Euro em relação ao Real (é menos, mas vamos arredondar para R$ 3) o que nos vai dar R$ 75 por dia. E multiplicamos de novo esse valor por 20 dias (R$ 1500) e 30 dias (R$ 2250). É algo entre isso que, em muitos lugares, pode ser pago no cartão de crédito, mas é bom confirmar antes.

Como o Acauã já comentou aqui no blog, tem o Couch Surfing, que é uma comunidade (tipo o Orkut) em que os associados abrem suas casas para outros associados. Na brodagem, sem nenhum custo. Como ele descreveu: “Quando vai viajar, você procura por boas almas dispostas a hospedar nas cidades para as quais vai e manda mensagem tentando combinar algo”. Vale muito ler o blog do Claudiomar. Ele viajou por 32 países – como Nepal e Hong Kong - hospedando-se somente em casas de pessoas do CouchSurfing. (http://claudiomar.blogspot.com/).

Vale lembrar que aquele amigo querido ou aquela prima com quem você não fala faz anos podem render uma boa economia se tiverem um cantinho para te abrigar. Outra coisa: muitos países, na entrevista de entrada, perguntam o lugar em que você vai ficar. Por isso tenha sempre a mão o endereço do amigo ou da tia, ou mesmo o nome do hotel, pois pode dar um dorzinha de cabeça não ter.

03) Viajando internamente pela Europa

Sou uma completa negação para explicar os passes de trem (alguém ajude nos commentes, please) tipo o Europass, mas os trens são uma grande economia (falo sobre alguns aqui) e companhias barateiras como a Easyjet e a Ryanair podem lhe dar muitas alegrias. Prefira sempre a Easyjet, que não causa tantas dores de cabeça quanto a Ryanair, mas se precisa, não pense duas vezes: mesmo com a multa que pagamos em Veneza o vôo saiu 1/4 mais barato do que seria por outra companhia. A dica é sempre tentar comprar com antecedência os trechos, pois quanto antes você comprar mais barato vai estar.

Aqui entra então um item importante em uma viagem econômica: planejamento antecipado. Tendo a viagem toda traçada você perde um pouco da aventura de acordar em Roma numa terça-feira e pensar: “Acho que vou para Viena hoje”. Mas terá uma grande economia (passagens compradas no dia ou na véspera são caras mesmo nas companhias barateiras). Nos fizemos uns cinco trechos entre países de avião, e tudo saiu por aproximadamente R$ 600. O trecho por trem saiu por R$ 75.

04) Visto e Seguro Viagem

Os países da União Européia não pedem visto de entrada, mas sempre há uma entrevistinha em que geralmente o policial pergunta o que você está indo fazer na Europa (ou no país que você está entrando), onde você vai ficar, quando você vai voltar e por ai. Se você tem todos os documentos certinhos (reserva de hostels, endereço da casa do amigo ou do CouchSurfing, trechos internos de viagem) que comprovem que você está passando férias, ótimo, mas é bom sempre estar garantido.

A vantagem é que, devido ao Acordo de Schengen (valeu pela dica, Felipe), entrando no primeiro país você não passa por entrevistas nos 24 países da União Européia e nos 4 da EFTA que assinaram a política de livre circulação de pessoas no espaço geográfico da Europa (com exceção do Reino Unido, que você sempre que entrar precisará passar pela imigração). Então, se você entrar na Europa com um vôo em escala pela Espanha, França ou Holanda, a entrevista será feita nestes países, e os demais são porta aberta.

Já o Seguro Viagem é necessário e cobrado em alguns países (como a França). Você pode fazer com o seu agente de viagens, mas compensa muito cotar no World Nomads (outra dica da Ligilena), que foi o que eu e Lili fizemos para esta última viagem (e ninguém pediu, mas vai que não tivéssemos feito - iriam pedir). É só colocar o periodo de viagem e verificar o preço. Três semanas sai 75 dólares.

05) Comendo e passeando na Europa

Prepare-se para o choque, pois pisar na Europa é caro, principalmente na Inglaterra. Você vai se assustar quando perceber que uma Coca-Cola lata custa R$ 10, e vale muito fuçar o cardápio para perceber que o vinho (na França, Itália e Espanha, principalmente) e a cerveja (na Bélgica e na Alemanha) são muitas vezes mais baratos que os refrigerantes. E aqui também cabe a sua vontade pessoal, pois dá para viver de batatas fritas e fast food, mas é sério que você vai pra França e não vai almoçar ou jantar em bistrô? E nem vai comer massa na Itália?

Vou chutar, mas 50 euros (R$ 150) é uma quantia razoável para você comer, passear e ir a museus. Ou seja, em 20 dias, R$ 3000 e em 30 dias R$ 4500. Isso atentando para o fato de você usar e abusar dos passes especiais como o Roma Pass, que te dá condução de graça nos ônibus e metros da cidade além de descontos em muitas atrações, o Paris Museum, que eu comentei aqui e que a Lina, do Conexão Paris, discute aqui. Quase todas as cidades tem um desse tipo, e ajuda muito.

Vale também lembrar que carteirinhas de estudante são benvindas, e não precisa ser a oficial. Mas muitos museus e passeis limitam o desconto para menores de 26 anos mesmo com a carteirinha. Vale levar, e tentar. Bem, dá para dizer canhestramente que R$ 10 mil dá e sobra para viajar, mas eu, você e a Lili (risos) sabemos que nunca sobra e sempre falta, mas isso tudo é apenas para dar uma idéia que eu mesmo não tinha quando fui viajar nas primeiras vezes. Ou seja, estou tentando mostrar que é preciso planejamento, economias, mas rola fazer sim.

O que é preciso, mais do que tudo, é focar nas coisas que você quer ver, fazer e sentir em uma viagem dessas. Fazer o orçamento, deixar de beber uma cerveja nos dias em que você bebe cinco (risos) para economizar e voar. Uma viagem começa no seu planejamento, nas pesquisas que a antecedem. Existem muitas facilidades e também muita dificuldade, e tudo faz parte. Isso tudo é só um esboço de 15 minutos em uma sexta-feira corrida. Com calma, a coisa toda pode ficar mais interessante ainda. Mesmo.



Leia também:
- A querida Luana Bandeira, a pedido de amigos, fez um textão bacana com algumas dicas de como montar um mochilão, escolher hospedagem, transportes e enxugar os custos em uma viagem para a Europa. Vale ler. Baixe o arquivo em world aqui.
12 comentários

1 elson { 08.07.09 at 9:24 pm } grande post mac!
quando fui pra europa em 2007 peguei um trecho da easyjet paris-londres por absurdos 17 euros. era 06:40 num aeroporto na pqp, tive que acordar 2 da manhã (na real nem dormi) pra pegar o trem e chegar a tempo, mas por 17 euros até valeram.
2 Ana Carolina Dias { 08.08.09 at 9:57 am } Oi !Gostaria mesmo de saber se ficarmos 20 dias na inglaterra iremos pagar o valor que esta acima?
3 Mac { 08.08.09 at 11:01 am } Exato Elson! Eu adoro a Easyjet. Mesmo!

Ana, esse cálculo é aproximado, mas é mais ou menos isso sim. Lembre-se que a Libra Esterlina é mais cara que o Euro, então pode subir um pouquinho. Fiz uma pesquisa rápida no Hostel World agora para ver o preço das hospedagens e vi albergues em que o quarto coletivo sai por 13 euros por pessoa e o quarto duplo, para casal, sai por 30 euros. Ou seja, na média. Se procurar com calma encontra-se coisas bem legais e talvez mais em conta, mas leve sempre em consideração a localização do lugar e a classificação (eu começo olhando apenas os acima de 90% e se não encontrar nada interessante - por preço ou localização - baixo para 80%, e nunca abaixo disso). Sobre a passagem, que é o item mais caro, varia muito dependendo da época que vai, mas fiz outra pesquisa agora como se fosse viajar em setembro e deu R$ 2200 e isso em um destes sites de viagem. Um bom agente de viagem consegue coisa melhor. Por último, a vida diária em Londres é um pouco mais cara. O bilhete diário de metrô/ônibus (que compensa muito) custa 5,60 pounds (R$ 20), mas você poderá usar o metrô e o ônibus o dia inteiro, e vale. Por outro lado, os Museus são gratuitos. Uma coisa compensa a outra. Última coisa: é preciso chegar em Londres com uma referência de um lugar onde você vai ficar. Eles perguntam na entrevista. Vou incluir isso no tópico.
4 Adriano Mello { 08.09.09 at 12:07 pm } Devidamente copiado e arquivado para fonte de consulta no futuro :)) Abs.
5 Felipe { 08.12.09 at 9:54 am } Sobre as entrevistas de imigração, há um erro aí. Não se trata da União Europeia o espaço único de movimentação, mas sim do Espaço Schengen (joga no Google, os artigos da Wikipedia são bons). No Reino Unido SEMPRE há imigração, exceto em voos internos deles. E o Espaço Schengen engloba países que não são da UE, casos de Suíça e Noruega, por exemplo.
6 Mac { 08.12.09 at 10:16 am } Boa correção, Felipe. Eu não tive imigração na escala nesta última vez (em Paris, onde só houve uma conferência de três segundos de passaporte), mas tive em Londres, sem a tradicional entrevista. E só em Londres. Valeu
7 Leandro de ouza Magalhães { 08.28.09 at 5:40 pm } Olha gostei muito de visitar esse site voutarei mais veses.
Se eu tivesse condições financeiras de passear pela europa consertesa iria e consertesa não perderia essa aventura.
8 Augusto Mello { 09.23.09 at 10:54 am } valeu essas dicas e muito importante pra quem vai pra europa o maior problema mesmo e passar pela imigraçao
vc viaja 15 hs de voo e chega no pais e deportado isso e pra matar qualquer cidadao o resto da pra tirar de letra um abraço
9 Pedro { 09.24.09 at 6:12 pm } excelente artigo. atencao, mesmo dentro do Espaco Schengen eh possivel haver entrevistas em qualquer aeroporto, ou a atravessar qualquer fronteira. estes controles sao aleatorios… isto eh, no dia em que vc nao for prevenido, eles vao-te parar… nas travessias por trem, e muito frequente haver controle, sobretudo em trens que atravessam fronteiras na franca, alemanha, holanda e suica. de carro, tambem e frequente haver controles entre a belgica e a holanda. de aviao, depende muito dos terminais. em lisboa, madrid, amesterda, frankfurt e paris, muitos dos terminais que recebem voos de schengen estao ligados a passagens por controle fronteirico, pelo que as perguntinhas aparecem outra vez. depende do tipo la no balcao. se for um chato vai perguntar, mas na maior parte dos casos demora pouquinho.
10 Luana { 09.27.09 at 8:25 pm } que lindo, meu nominho no seu blog! to juntando todas as coincidências entre as suas percepções das cidades com as minhas, pra depois comentar todas por aqui. beijos!
11 Marcela { 10.19.09 at 6:27 pm } Adorei o texto da Luana! Super objetivo e cheio de dicas! Tentei encontrá-l no orkut para trocar umas idéias, mas não achei! Luanaaa….como faço para falar contigo?:)
E quem mais puder ajudar, pretendo ir no final do ano com meu namorado, viagem-mochilão, e precisamos de dicas!
Obrigada. Beijos.


Uma vantagem das passagens: você pode pagar ela antes em até cinco vezes no cartão sem juros (se for uma companhia internacional tipo Iberia, Air France e outras) ou mais vezes se for uma nacional (TAM), com juros. O importante é que planejando bem, você já pisa na Europa com a passagem paga sem mexer no dinheiro das férias do trabalho, o que é uma grande economia para os dias de aventura pela frente.

Fiz uma pesquisa rápida em um site de viagens com as datas de partida para 30/04/2010 e volta 30/05/2010 e Air France e KLM oferecem passagens por cerca de R$ 2100. Esse preço pode abaixar se você conhecer uma agente de viagens bacana, que encontre uma promoção legal em um vôo menos concorrido, mas em média é isso: R$ 2100 que podem ser divididos em cinco vezes no cartão de crédito (com a taxa de embarque vindo na primeira parcela).

02) Hospedagem

Aqui você adapta a viagem ao seu bolso. Em sites como o Homelidays (www.homelidays.com) e Hostel World (www.homelidays.com) você consegue pesquisar habitações em hotéis, apartamentos, albergues, casas de família e campings. Os preços variam de acordo com o luxo e com o país. Um quarto dividido com 10 pessoas é mais barato que um quarto para casal, porém facilidades aparecem. O ap que ficamos em Paris foi o mais barato de toda nossa viagem, e o melhor. E Paris é uma cidade cara e de difícil hospedagem. A dica é: procure.

Para um cálculo no chutometro, só pata você ter idéia, você pode gastar entre 20 e 30 euros por dia em hospedagem (às vezes mais, outras menos, repito: dependendo das facilidades que você queira ter). Vamos pegar a média (25 euros) e multiplicar primeiramente pela cotação do Euro em relação ao Real (é menos, mas vamos arredondar para R$ 3) o que nos vai dar R$ 75 por dia. E multiplicamos de novo esse valor por 20 dias (R$ 1500) e 30 dias (R$ 2250). É algo entre isso que, em muitos lugares, pode ser pago no cartão de crédito, mas é bom confirmar antes.

Como o Acauã já comentou aqui no blog, tem o Couch Surfing, que é uma comunidade (tipo o Orkut) em que os associados abrem suas casas para outros associados. Na brodagem, sem nenhum custo. Como ele descreveu: “Quando vai viajar, você procura por boas almas dispostas a hospedar nas cidades para as quais vai e manda mensagem tentando combinar algo”. Vale muito ler o blog do Claudiomar. Ele viajou por 32 países – como Nepal e Hong Kong - hospedando-se somente em casas de pessoas do CouchSurfing. (http://claudiomar.blogspot.com/).

Vale lembrar que aquele amigo querido ou aquela prima com quem você não fala faz anos podem render uma boa economia se tiverem um cantinho para te abrigar. Outra coisa: muitos países, na entrevista de entrada, perguntam o lugar em que você vai ficar. Por isso tenha sempre a mão o endereço do amigo ou da tia, ou mesmo o nome do hotel, pois pode dar um dorzinha de cabeça não ter.

03) Viajando internamente pela Europa

Sou uma completa negação para explicar os passes de trem (alguém ajude nos commentes, please) tipo o Europass, mas os trens são uma grande economia (falo sobre alguns aqui) e companhias barateiras como a Easyjet e a Ryanair podem lhe dar muitas alegrias. Prefira sempre a Easyjet, que não causa tantas dores de cabeça quanto a Ryanair, mas se precisa, não pense duas vezes: mesmo com a multa que pagamos em Veneza o vôo saiu 1/4 mais barato do que seria por outra companhia. A dica é sempre tentar comprar com antecedência os trechos, pois quanto antes você comprar mais barato vai estar.

Aqui entra então um item importante em uma viagem econômica: planejamento antecipado. Tendo a viagem toda traçada você perde um pouco da aventura de acordar em Roma numa terça-feira e pensar: “Acho que vou para Viena hoje”. Mas terá uma grande economia (passagens compradas no dia ou na véspera são caras mesmo nas companhias barateiras). Nos fizemos uns cinco trechos entre países de avião, e tudo saiu por aproximadamente R$ 600. O trecho por trem saiu por R$ 75.

04) Visto e Seguro Viagem

Os países da União Européia não pedem visto de entrada, mas sempre há uma entrevistinha em que geralmente o policial pergunta o que você está indo fazer na Europa (ou no país que você está entrando), onde você vai ficar, quando você vai voltar e por ai. Se você tem todos os documentos certinhos (reserva de hostels, endereço da casa do amigo ou do CouchSurfing, trechos internos de viagem) que comprovem que você está passando férias, ótimo, mas é bom sempre estar garantido.

A vantagem é que, devido ao Acordo de Schengen (valeu pela dica, Felipe), entrando no primeiro país você não passa por entrevistas nos 24 países da União Européia e nos 4 da EFTA que assinaram a política de livre circulação de pessoas no espaço geográfico da Europa (com exceção do Reino Unido, que você sempre que entrar precisará passar pela imigração). Então, se você entrar na Europa com um vôo em escala pela Espanha, França ou Holanda, a entrevista será feita nestes países, e os demais são porta aberta.

Já o Seguro Viagem é necessário e cobrado em alguns países (como a França). Você pode fazer com o seu agente de viagens, mas compensa muito cotar no World Nomads (outra dica da Ligilena), que foi o que eu e Lili fizemos para esta última viagem (e ninguém pediu, mas vai que não tivéssemos feito - iriam pedir). É só colocar o periodo de viagem e verificar o preço. Três semanas sai 75 dólares.

05) Comendo e passeando na Europa

Prepare-se para o choque, pois pisar na Europa é caro, principalmente na Inglaterra. Você vai se assustar quando perceber que uma Coca-Cola lata custa R$ 10, e vale muito fuçar o cardápio para perceber que o vinho (na França, Itália e Espanha, principalmente) e a cerveja (na Bélgica e na Alemanha) são muitas vezes mais baratos que os refrigerantes. E aqui também cabe a sua vontade pessoal, pois dá para viver de batatas fritas e fast food, mas é sério que você vai pra França e não vai almoçar ou jantar em bistrô? E nem vai comer massa na Itália?

Vou chutar, mas 50 euros (R$ 150) é uma quantia razoável para você comer, passear e ir a museus. Ou seja, em 20 dias, R$ 3000 e em 30 dias R$ 4500. Isso atentando para o fato de você usar e abusar dos passes especiais como o Roma Pass, que te dá condução de graça nos ônibus e metros da cidade além de descontos em muitas atrações, o Paris Museum, que eu comentei aqui e que a Lina, do Conexão Paris, discute aqui. Quase todas as cidades tem um desse tipo, e ajuda muito.

Vale também lembrar que carteirinhas de estudante são benvindas, e não precisa ser a oficial. Mas muitos museus e passeis limitam o desconto para menores de 26 anos mesmo com a carteirinha. Vale levar, e tentar. Bem, dá para dizer canhestramente que R$ 10 mil dá e sobra para viajar, mas eu, você e a Lili (risos) sabemos que nunca sobra e sempre falta, mas isso tudo é apenas para dar uma idéia que eu mesmo não tinha quando fui viajar nas primeiras vezes. Ou seja, estou tentando mostrar que é preciso planejamento, economias, mas rola fazer sim.

O que é preciso, mais do que tudo, é focar nas coisas que você quer ver, fazer e sentir em uma viagem dessas. Fazer o orçamento, deixar de beber uma cerveja nos dias em que você bebe cinco (risos) para economizar e voar. Uma viagem começa no seu planejamento, nas pesquisas que a antecedem. Existem muitas facilidades e também muita dificuldade, e tudo faz parte. Isso tudo é só um esboço de 15 minutos em uma sexta-feira corrida. Com calma, a coisa toda pode ficar mais interessante ainda. Mesmo.

PLANEJAMENTO É A CHAVE DA VIAGEM ECONÔMIA PARA A EUROPA

Planejamento é chave de viagem econômica para a Europa
LUÍS SOUZA
Enviado especial à Europa

Conhecer a Europa é caro. Não dá para falar de Europa barata. Mas é possível gastar menos e ainda assim aproveitar a viagem.

Como disse em entrevista à Folha de Zizo Asnis, idealizador do guia brasileiro "O Viajante na Europa, "viajar com pouco dinheiro não é uma filosofia, mas uma contingência".

No caso dos brasileiros, talvez seja uma contingência freqüente, dado que a passagem aérea é paga em dólar (US$ 1 = R$ 2,47), e, nos principais destinos europeus, se gasta em euro (1 = R$ 3,17) ou, no caso da Inglaterra, em libra. Porém o orçamento apertado não deve ser uma desculpa.

Planejar é preciso

O turista econômico precisa ter em mente que o primeiro passo para fazer o dinheiro render mais no continente europeu é um bom planejamento. A viagem começa em guias e sites de informação turística. Quanto mais você souber sobre o lugar a ser visitado, mais fácil será evitar as armadilhas para turistas.

A Folha visitou alguns dos principais destinos europeus e elaborou estratégias para gastar menos em cinco cidades: Paris, Madri, Roma, Londres e Berlim. Também foram pesquisadas quais são as opções de transporte e hospedagem disponíveis e seus respectivos preços.

A Folha fez um cálculo com o mínimo de dinheiro necessário para passar um dia em cada uma das capitais.

ENTREVISTA

Zizo Asnis, gaúcho de 37 anos, queria ter uma ocupação rara no Brasil: editor de guias de viagem. Então idealizou com três amigos "O Guia Criativo para o Viajante Independente na Europa", ou simplesmente "O Viajante na Europa", que chegou ao mercado em 1999. Apesar do sucesso, os amigos desistiram. Acharam que não era possível viver daquilo. Zizo discordou. E, hoje, mesmo "sem estar rico", como diz, não reclama. Conheceu mais de 50 países e lançou uma versão do guia para a América do Sul e, no começo do próximo mês, lança a quarta edição de "O Viajante na Europa". Há também um site --www.uol.com.br/oviajante--, com dicas para viagens de baixo custo. Leia a entrevista concedida à Folha.

Folha - Falta de dinheiro é desculpa para não viajar?

Zizo Asnis - Não. Existem muitas formas de viajar de modo econômico. Mas o futuro viajante deve planejar, ler a respeito dos lugares, ter uma idéia de onde pode dormir e em que época viajar. Com isso, se aprendem muitos macetes, que vão de albergues mais baratos até dias da semana com entrada gratuita em museus.

Folha - O que é um viajante independente?

Asnis - É o cara que vai por conta própria, sem uma pessoa que irá resolver os seus problemas na recepção do hotel, sem um ônibus brasileiro que vai passar por aquele museu durante 15 minutos, apenas para ver a fachada.

O viajante independente é dono do próprio tempo, arrisca-se sem pacotes turísticos. Também tenta conhecer mais a cultura local, mesmo que não fale o idioma.

Folha - Quais são as vantagens de viajar assim? E as desvantagens?

Asnis - Vantagens: soberania total sobre o seu tempo, possibilidade de mudar planos, economia (mas nem sempre) e mais contato com os habitantes local e com e outros viajantes. Uma desvantagem: não há mordomias, que, vez ou outra, fazem bem em viagens.

Folha - Pouco dinheiro impossibilita fazer todos os passeios...

Asnis - Viajar com pouco dinheiro não é uma filosofia, mas um contingente de viagem. A filosofia é sair de forma independente, procurar conhecer mais o país e o povo e interagir com viajantes.
É claro que quem está com a grana contada vai ter que priorizar o que fazer, mas nem por isso deixa de aproveitar.

Folha - Qual a melhor época (da vida e do ano) para viajar?

Asnis - A melhor época da vida é quando se está a fim. Mas, particularmente, acho que existe uma grande brecha entre ser "pós-adolescente" e "pré-adulto". Aquela fase em que não estamos com a vida tão enraizada afetiva ou profissionalmente. Jovens estrangeiros fazem isso. Os brasileiros já são mais céticos, têm pouco apoio da família e acham que devem entrar logo no mercado de trabalho. Bobagem! Viajar é a maior universidade que se pode ter. Dá para aprimorar línguas estrangeiras e tornar-se mais perspicaz, com uma bagagem cultural sem equivalente. Mas isso não é só para jovens, ao menos não para jovens apenas na idade.

Quanto à melhor época do ano, é a baixa temporada. Os preços são menores, há menos gente viajando, não existe tanta necessidade de reservar hotéis, e o clima, frio ou quente, é menos rigoroso.

Folha - O passe de ônibus para a Europa é mais barato que o de trem. Vale a pena?

Asnis - Financeiramente, é um ótimo custo-benefício. Por outro lado, o passe restringe-se apenas a capitais e grandes cidades. Mais do que isso: deixa-se de viajar com o melhor transporte para conhecer a Europa, o trem. Se a economia tiver de ser extrema, compre um passe de ônibus; se puder investir mais, não hesite e vá de trem.

Folha - O que não pode faltar em sua mala?

Asnis - Guia (sei que sou suspeito para falar), dicionário, canivete ou talhares de plástico, chocolate (no inverno) e um travesseirinho, para viagens noturnas.

25 MELORES SITES PARA VIAJANTES

Quais os melhores sites de low-fares?
www.skyscanner.net
O buscador rastreia as passagens mais baratas entre low-costs da Europa, Austrália e Ásia. Uma boa vantagem é um gráfico com datas e variação nos preços da tarifa, com até um ano de antecedência. Encontrou a tarifa mais em conta dos sites pesquisados (Kayak, Decolar, Skyscanner) para a rota Londres–Paris–Londres: por US$ 124, 38% menos que o bilhete do Wegolo. Porém, teve um desempenho ruim na rota Barcelona–Paris–Barcelona, com preço quase 60% acima do encontrado pelo Wegolo. (Em inglês.)

www.wegolo.com
Rastreia as passagens mais baratas em 75 low-costs. Encontrou a tarifa mais em conta dos sites pesquisados (Kayak, Decolar, Skyscanner) para a rota Barcelona–Paris–Barcelona, por US$ 133 dólares pela Ryanair – 60% mais barata que a caçada pelo Skyscanner e quase metade do preço do Kayak. Não teve o mesmo desempenho para a rota Londres–Paris–Londres: US$ 201 pela Easyjet, quase 38% mais cara que a tarifa mínima buscada pelo Skyscanner. (Em inglês.)

Onde encontro passagens baratas?
www.kayak.com
Com um eficiente sistema de busca, rastreia os preços mais baixos nos sites de 440 companhias aéreas e agências de turismo. Quem não sabe para onde ir pode usar uma ferramenta chamada Buzz, que reúne sugestões de viagens baseadas nas tarifas mais baixas encontradas em buscas recentes. Com serviço gratuito, envia informações para o seu e-mail sobre a oscilação de preços da passagem procurada. (Em inglês.)

www.decolar.com.br
Apesar de vender pacotes, diárias de hotéis e locação de carro, seu forte é mesmo a venda de passagens rastreadas em sites de 750 companhias. Diferentemente do Submarino Viagens, o principal concorrente, mostra as taxas que serão pagas na compra da passagem assim que o buscador encontra as opções. No Submarino, isso só acontece na tela seguinte. Em seu canal de ofertas, informa quando acontecerão promoções. (Em inglês.)

www.flycheapo.com
Para descobrir quais são as companhias de baixo custo que fazem determinada rota, basta colocar seu ponto de partida e de chegada que o site faz a busca em 45 empresas aéreas de baixo custo européias. O Flycheapo tem também um noticiário sobre o mundo das low-costs, que traz as últimas informações sobre as empresas aéreas. (Em inglês.)

www.attitudetravel.com
Traz links para os sites de todas as low-costs da Europa, informações sobre as tarifas mais baixas para viajar de trem e ônibus pelo continente, dicas de viajantes e ainda indica as companhias de baixo custo que voam na Ásia, na Austrália, no norte da África e no Oriente Médio. O ponto fraco é que, com tamanha quantidade de links, a navegação fica confusa. (Em inglês.)

Onde encontro informações sobre aviões, aeroportos e companhias?
www.seatguru.com
Com 350 plantas de aviões de 50 companhias aéreas, o site traz informações sobre todos os assentos da aeronave e alguns comentários sobre os serviços de bordo. (Em inglês.)

www.sleepinginairports.net
Com a opinião de quem conhece a situação, o site criou um ranking dos melhores e dos piores aeroportos para passar a noite. Já são mais de 5 mil resenhas on-line. Entre os critérios avaliados está, por exemplo, o apoio de braço dos bancos (eles podem arruinar a soneca). Há dez anos, o aeroporto de Cingapura ganha invicto o troféu Travesseiro de Ouro. (Em inglês.)

www.airlinequality.com
“O aeroporto de Guarulhos é velho e sujo em alguns pontos. Além disso, o translado para Congonhas pode ser confuso até pra quem fala português.” A opinião é do internauta Steve Koening, no site airlinequality.com. A página traz a opinião de passageiros sobre 560 aeroportos e 545 companhias do mundo todo. Em parceria com a World Airline Entertainment Association (WAEA), o site conduz pesquisas que classificam os melhores e os piores aeroportos do mundo. Sua própria equipa avalia, e classifica, empresas aéreas do mundo todo. (Em inglês)

Qual o melhor site de mapas e rotas?
www.viamichelin.com
Traz mais de 1,5 milhão de quilômetros esquadrinhados em 42 países europeus e destaca os endereços recomendados pelo Guia Michelin. (Há versões em 11 idiomas, mas não em português.)
Onde posso fazer reservas de hotéis?

www.booking.com
Como é maior site de reservas, tem 45 mil endereços em mais de 10 mil destinos. Uma boa vantagem é que não cobra taxa de reserva. Em diversas buscas trouxe as melhores tarifas, com diferença de até R$ 90 em relação às diárias do hotels.com. (Tem versão em português, mas as descrições dos hotéis ainda estão em inglês.)

www.hotels.com
Como é com 12 500 estabelecimentos em 350 destinos, o banco de dados é bem menor que o do concorrente acima. Mas conta com ótimas ofertas de descontos nas diárias que podem chegar a 70%. (Tem versão em português.)

www.euro-hotels.com
Como é em parceria com a agência de turismo on-line Orbitz, o site rastreia o preço das diárias em 7 mil hotéis de 28 países da Europa. Ao fazer uma reserva, o cliente acumula pontos, como em um programa de milhagem, que se revertem em descontos nas tarifas ou até em diárias de graça. (Em inglês.)

Há bons sites de hostels?
www.hihostels.com
Na página da Hostelling International, a associação mundial de hostels, dá para fazer reservas nas unidades da rede e conhecer a avaliação de hóspedes. Para ser listado, o hostel precisa cumprir regras, como ter uma área segura para bagagem. (Em inglês.)

www.europefamoushostel.com
Para fazer reservas nos 20 albergues mais badalados da Europa – nenhum deles está no site da Hostelling International –, como o Pink Palace, na Grécia, famoso por suas festas. Se estiverem lotados, clique no link More, em Rest of Europe. (Em inglês.)
Quais as boas agendas culturais online?

www.whatsonwhen.com
Quando usar Para saber a boa da semana e do fim de semana Como funciona Trata-se de um guia atualizado de festas, competições e celebrações em 143 países. (Em inglês.) Ponto fraco Também indica eventos manjados, como festas de Natal, ou muito micados, como o Campeonato Mundial de Carregamento de Esposas no Colo, que acontece em julho, na Finlândia.

Quais os melhores sites de viagem da internet?
www.fodors.com e www.frommers.com
O forte desses dois guias americanos é a indicação de hotéis, restaurantes e atrações no mundo todo. No Fodor’s, além de avaliação da equipe, há também a crítica de internautas.(Em inglês.)

www.lonelyplanet.com
Pela quantidade de mensagens no fórum Thorn Tree, logo se vê que a troca de dicas entre os viajantes é o ponto forte. O canal Travel Stories traz relatos de viagens. (Em inglês.)

Onde posso comprar pacotes pela internet?
www.expedia.com
É um dos mais conhecidos conglomerados de ofertas de viagens. Além de pacotes, vende também passagens aéreas e cruzeiros, faz locação de carros e reservas em hotéis. Um de seus pontos fortes é a quantidade de promoções.(Em inglês.)

www.lastminutetravel.com
Essa agência on-line rastreia as melhores ofertas de última hora para pacotes de viagens e também passagens aéreas. Quem já sabe o destino pode ir direto ao Speed-book. Precisando de inspiração? Em Destinations aparecem as últimas ofertas dos destinos mais populares. (Em inglês.)

www.submarinoviagens.com.br
É uma agência on-line brasileira, com funções bem similares às do expedia.com. Mas, diferentemente do site americano, parcela a viagem em até dez vezes sem juros. Com a ferramenta Web-check-in, é possível fazer o check-in on-line em 11 companhias aéreas, como Gol, TAM, TAP e Lufthansa.

Onde encontro dicas de conversão de moeda, ligações inernacionais e fuso horário?
www.oanda.com
Para conversões em 164 moedas, clique em FXConverter. Em FXCheat- Sheet está uma tabela para imprimir com várias quantias, como 5, 10 ou 100, revertidas na moeda de seu destino. (Em inglês.)

www.embratel.com.br
Nos canais Ligar do Exterior para o Brasil e Ligar do Brasil para o Exterior, há uma lista de códigos telefônicos do mundo inteiro. Também é possível calcular o valor de uma chamada internacional para o Brasil.

www.timeanddate.com
Mostra o horário em várias cidades, calcula distâncias no mapa-múndi e até a hora que o sol vai nascer ou se pôr na semana seguinte. (Em inglês.)

ANTES VIAGEM À ITÁLIA...

1) Reserve os hotéis no centro da cidade. Ok, eles podem ser mais caros. Ok, eles costumam lotar rápido. Ok, dá uma vontaaaaaaade de reservar aquele mais baratinho que fica um pouco mais longe, afinal, a idéia é apenas ter um lugar para dormir. Tá. Mas acontece que nada compensa a vantagem de andar a pé na Itália. Sem contar que muitas vezes o pouco que você vai pagar a menos vai por água abaixo logo que você começar a gastar com transporte - e muitas vezes com táxi, especialmente depois de uma certa hora da noite. Em Veneza, então, nem pensar em ficar em Mestre ou em qualquer outra ilha que as agências adoooram. Um bilhete de vaporetto pode custar até € 6. Já pensou ter que desembolsar tudo isso cada vez que quiser por os pés para fora do hotel - e voltar? Pronto, já se pode dizer que ficar bem localizado é economia. Só vale a pena é ficar esperto e reservar com antecedência.

NA CHEGADA…
2) Jamais pegue um táxi ao desembarcar no aeroporto. Digo isso a menos que você a) esteja com tantas malas que não vai, em hipótese alguma, conseguir carregar sozinho; b) não liga de ficar preso horas nos engarrafamentos que fazem inveja a São Paulo; ou c) não ligue de pagar o triplo, o quádruplo, o quíntuplo - e em euros! - por uma outra alternativa simples e confortável. Isso vale tanto em Roma quanto em Milão ou Veneza, um dos três aeroportos que você provavelmente vai desembarcar. Em Milão, o ônibus executivo desde Malpensa custa € 6. É também a melhor alternativa em Veneza. Em Roma, a melhor maneira para ir de Fiumicino até o centro é de trem. A viagem dura pouco mais de meia hora e custa € 9,50 até a estação Termini. O percurso de táxi não sai por menos de € 70…

3) Entre no fuso local o mais rapidamente possível. Eu não me refiro apenas a acertar o relógio e forçar o corpo a chegar no lugar. Mas a adotar alguns dos deliciosos hábitos locais. O café no meio da manhã. O almoço no balcão. A happy hour em Milão - aliás, o que é aquilooo? A partir das 18h, 18h30 todos os bares montam mesas cinematográficas de petiscos. De graça. Você só tem que pagar a bebida, as guloseimas são oferta da casa. Imperdível. Prepare-se para estar com fome a esta hora. Mais uma dica econômica…

UMA VEZ LÁ…
4) Evite alugar carro enquanto estiver em cidades grandes. Roma, Veneza e Milão definitivamente não foram feitas para turistas desavisados, desnorteados e sem garagem de graça. Além de ser super confuso se localizar, é impossível parar nas ruas e os estacionamentos custam uma fortuna. Mesmo que a idéia seja rodar de carro pelo país, programe-se para pegar o carro na saída de uma grande cidade e devolver na chegada de outra - e se puder fazer isso nas agências longe do centro, melhor ainda. Sempre prefiro pegar o trem e ir até o aeroporto de Roma, por exemplo, para já pegar a estrada direto e sem stress.

5) Tente ser flexível nas viagens de carro. Ainda que você seja do tipo ultra-mega-organizado, é sempre bom deixar o mapa no porta-luvas e se perder. Se for pela Toscana (foto) então…

6) Dedique pelo menos um pouquinho do seu tempo às delícias locais. Se estiver pela Toscana, visite uma fábrica de queijo pecorino; se o destino for a Emilia-Romanha, vá ver de perto como é feito o presunto de Parma e o queijo parmiggiano reggiano (a agência Parma Golosa organiza tudo). Descubra como uma aceitaia tradicional de Modena pode produzir delícias muito melhores do que o ralo aceto balsâmico que a gente usa para temperar saladas (a Malpighi recebe turistas e organiza degustações). Visite feiras, sempre e por todo canto.

7) Visite vinícolas também, claro. Na região de Chianti, em Montalcino… Se possível, hospede-se numa. Nada mal acordar e ver aquele mar de vinhedos da janelinha. Nas refeições, abuse dos vinhos também. Na maioria das vezes ele vai custar muito mais barato do que um refrigerante.

Programe-se. Se tem horror de fila, fuja dos dias em que as atrações são gratuitas (consulte o escritório de informação turística da cidade antes). Evite os domingos nos museus (especialmente os do Vaticano!). E procure saber que atrações exigem reserva antecipada - é o caso, por exemplo, da Ultima Ceia, do Da Vinci, em Milão. Quem não tem reserva dá literalmente com as caras na porta, sem direito a chorumelas.

9) Tome muito café, experimente todos os sorvetes (de nocciola, de gianduia…), mas não espere muito da pizza - a menos que o seu destino seja Nápoles. Ela costuma ser bem diferente do que imaginamos. Muitas vezes é quadrada e vendida pelo peso. E sem qualquer sutileza (há exceções, eu sei. Mas elas são raras).

ANTES DE IR EMBORA…
10) Faça algo completamente inusitado. Permita-se fugir do roteiro. Algumas das minhas melhores lembranças da Itália surgiram assim. De um dia de hotéis lotados na costa da Ligúria que me fizeram ir domir numa cidade no fim do mundo chamada Comano, com piquenique no quarto… de um passeio despretencioso por Santa Margherita Ligure, enquanto o barco não partia para Portofino, que nos revelou a melhor torta de pêras com chocolate do planeta… e da descoberta de Roma de madrugada - uma estréia que começou às 23h e teve direito a ter todos os monumentos só para nós, e um nascer do sol com vinho de frente para os fóruns.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

NICE: ELEGÂNCIA FRANCESA NA RIVIERA


Capital não-oficial da Riviera Francesa, a meio caminho entre o Principado de Mônaco (onde reinam os Grimaldi, a leste) e Cannes, Nice encerra um balneário e um grande porto, diante da baía dos Anjos, onde os Alpes e o rio Pail lon encontram o Mediterrâneo.
Cercada por lojas de grife e por Ferraris conversíveis por todos os lados, a cidade tem sotaque próprio --curiosamente o herói da unificação da Itália Giuseppe Garibaldi lá nasceu.
Os italianos a chamam de Nizza (o balneário pertenceu à Itália até 1860); os norte-americanos até hoje acham a cidade "nice", agradável; mas foram os ingleses que, há mais de um século, transformaram o local na era vitoriana, época em que ser inglês era quase sinônimo de abraçar o turismo.
Nice tem prédios art nouveau gloriosos e algo decadentes, além de um porto cosmopolita.
A fonte do Sol, na praça Massena, e a rua France, com seu calçadão repleto de lojas, barzinhos e restaurantes turísticos, são outros lugares em que o banhista passeia a pé.
Os restaurantes turísticos ficam atrás do chamado Quai des États-Unis, no Cours Saleya, ligados à praia por um pavilhão, na área conhecida como Vieux Nice. Às terças e aos domingos, no Cours Saleya, tem lugar um mercado de flores; às segundas, ocorre ali uma feirinha de antiguidades.
Nice é uma cidade onde luxo e lazer andam de mãos dadas.
O principal edifício, o Hotel Le Negresco (foto), lembra o nosso Copacabana Palace e é o local escolhido pelos poderosos da Europa para passar as férias.

ONDE IR EM PARIS


Não esperava voltar ao tema Paris tão em breve, maaaaasss, tenho algumas amigas queridas que estão indo a Paris e me pediram algumas dicas. Vou me concentrar em duas delas, pois são casos bem específicos. Uma, minha amiga B que mora Rio e que jamais esteve em Paris antes. Outra, minha amiga Ló, que já esteve algumas vezes mas quer dicas novas de lugares interessantes.
Bem, hoje vou começar pelas dicas para a amiga B, a que fará sua primeira viagem no mês que vem. O que fazer em Paris? Como ver tudo em quatro dias (o tempo que ela permanecerá)? O melhor a fazer para que não se perca tempo é uma listinha básica das prioridades, pois Paris é imensa e não vai dar mesmo para ver tuuuudo em apenas quatro dias. Então decida quais são as prioridades e vá ticando a lista.
Num primeiro dia eu colocaria na lista:
1) Percorrer toda a Champs Elysées de cabo a rabo, começando pelo metrô Champs Elysées- Clemenceau, passando na frente do Grand Palais e Petit Palais e seguindo até o Arco do Triunfo, parando nas lojas mais bacanas como a Virgin (para dvds, cds, livros, mp3 e demais aparelhos de som), Sephora (para maquiagens, perfumes , cremes para rosto/cabelo, esmaltes, enfim, tudo aquilo que nos deixa loooouca), Alain Affelou (para óculos maravilhosos), Disney (caso tenha que levar presentes para crianças)e fazer uma boquinha no Ladurée onde se encontram os melhores macarrons de Paris.
De lá eu voltaria pela Champs Elysées até chegar na altura da Avenue Montaigne. Iria conhecer as lojas maravilhosas desta avenida. Voltaria de novo e seguiria até a Faubourg Saint Honoré, outra rua maravilhosa que corta a Champs Elysées e que possui as lojas de alta costura, como Hermés, John Galliano, Salvatore Ferragamo, Dior, etc...Seguiria por esta rua até dar na Place Vêndome, onde está o famoso Ritz Hotel, de onde saiu a princesa Diana no seu passeio fatídico e onde você vai encontrar as melhores joalherias do mundo como Cartier e Chaumet. A essa altura eu imagino que você já parou para almoçar. Se não, eu pegaria um metrô e iria direto para o Trocadero. Almoçaria num café chamado Chez Francis que é fácil de achar pois fica bem em frente à torre. Depois de ter descansado e almoçado, aí sim iria para a torre propriamente dita , claaaro que estou falando da Torre Eiffel. Conte umas duas horas de visita pois tem fila tanto para subir como para descer. Olha, esse meu plano de primeiro dia é para o verão quando demora para escurecer, caso você vá no inverno, é só mudar o programa da torre para a manhã e deixar a Champs Elysée e arredores para a tarde.
Descendo da torre, dê uma passeada no Champs de Mars e depois vá para o hotel minha amiga pois você estará moooorta de cansada.
Num segundo dia eu começaria logo pelo Museu do Louvre. Merece umas três horas de visita. Recomendo que não se atenha ao básico Monalisa e Vênus de Millo. A parte dos aposentos de Napoleon III é muito legal com aquela decoração rococó exuberante e talvez os maiores lustres de cristal que você jamais verá novamente. Tão interessante quanto é a parte das relíquias da antiguidade egípcia, grega, romana, etc...
No museu tem uma praça de alimentação muito frequentada por brasileiros. Eu não iria. Depois da visita iria almoçar no Café Marly, bem em frente às piramides, nas arcadas do Louvre, com gente bonita e interessante e uma vista magnífica. Soube que é ponto de encontros de alguns artistas como Jude Law e Sharon Stone, quando estão na cidade.
Depois desse almoço (normalmente eu peço uma coisa bem leve para continuar andando, tipo um croque mounsieur) eu seguiria pelas arcadas na direção da Rue de Rivoli onde tem aqueles souvenirs que todo mundo compra tipo boinas, echarpes e blusinhas infantis com estampas de Paris. O museu Baccarat fica lá, assim como o Angelina Café onde vale a pena para e tomar uma xícara de chocolate quente africano caso esteja frio.
Daí, eu visitaria o Jardin des Tulleries, grande lugar para dar uma relaxada e tirar algumas fotos.
Seguindo o dia eu iria para o Operah Garnier. Lindo para se visitar. Acabando a visita, eu entraria logo na área dos grandes magazins como Galleries Lafayette, Printemps e H&M. A primeira é mais bonita e mais cara, a segunda é um pouco mais em conta e a terceira é como a nossa C&A daqui. Como sou mulher não vou estabelecer horas de duração para essa visita, né? Fique o tempo que quiser, lembrando que nas Galleries Lafayette tem um lugar chamado de Consigne, no sub-solo, que guarda suas sacolas de compras caso você não consiga carregar tudo pelos corredores da loja e ainda queira comprar mais. E pelo amor de Deus não esqueça de fazer o detaxe. Já falei sobre isso num outro post que recomendo a leitura.

Num terceiro dia, eu começaria pelo Quartier Latin e arredores. A partir da praça Saint Michel, eu iria pelo Blv. Saint Germain até chegar na Saint German des Prés. Lá você vai encontrar os famosos cafés literários como Les Deux Magots e Café de Flore. Vale a pena sentar numa mesinha e pedir pelo menos uma cup de champagne né?
Saindo de lá,siga até a Place Saint Sulpice para visitar a igreja que tanto foi mostrada no filme O Código da Vinci. De lá, entre no Jardin du Luxembourg, na minha opinião o mais bonito jardim de Paris. Belíssimo local para dar uma esticada nas pernas e tirar lindas fotos, daquelas que vão para o álbum. A foto que ilustra o meu perfil aqui do blog eu tirei lá.Atravessando o jardim e saindo pelo Blv Saint Michel, você vai encontrar a rua Soufflot e verá o Pantheon, onde estão as cinzas de Voltaire, Rousseau e Victor Hugo.
Saindo desta área, pegue um metrô e vá direto para o outro lado da cidade o bairro de Montmartre, onde está a Basílica de Sacre Coeur. Para subir até o topo, pode se utilizar as escadarias ou pegar o tradicional funiculário (Ticket de metro).

Basilique du Sacré-Coeur: A vista da frente da basílica é maravilhosa pois domina toda cidade de Paris. Não deixe de entrar na Basílica, que foi construída no fim do século XIX num estilo neo-byzantino totalmente diferente das outras igrejas de Paris.


Place du Tertre:
Continue o passeio na colina até a Place du Tertre, famosa e charmosa praça dos pintores, cercadas de cafés e restaurantes. É mais animado nos fins de semana.

No quarto e último dia, eu começaria o passeio atravessando a Ille Saint Louis (parando para tomar os sorvetes da Berthillon) e a Ponte Saint Louis até chegar na Catedral de Notre Dame. Visite a Catedral, depois saia e ande pelos lados dela num caminho cheio de flores até encontrar o fundo da igreja que é de onde você terá o melhor ângulo para tirar fotos, este aqui:

Saia e vá seguindo pela beira do Sena no que eu considero um dos melhores passeios para se fazer nesta cidade maravilhosa que é Paris: ficar sentindo a brisa no rosto num dia ensolarado admirando a paisagem. Siga sempre pelo Sena e você vai encontrar a Conciergerie que é onde ficou presa a Maria Antonieta,a Praça de Chatelet onde há a Tour de Saint Jacques recentemente reinaugurada depois de passar muito tempo coberta para restauração além de um chafariz e dois antigos teatros. Siga pela Rue de Rivoli e vá até a prefeitura, ou Hotel de Ville, onde o seu passeio termina.
Se sobrar tempo recomendo que façam um passeio de barco pelo Sena, existem várias empresas que fazem este percurso e acho uma boa idéia para quando a gente está com as pernas cansadas mas ainda não quer voltar para o hotel. O jantar nos Bateaux Mouches são especialmente românticos principalmente para um casal que conhece Paris pela primeira vez.

Este foi um roteiro para quatro dias, claro, ainda há muito a visitar, como o museu D'Orsay, os bairros de Bastille, Marais,a Palce des Vosges, o museu Rodin, mas fica para uma segunda viagem.
Boa viagem minha querida amiga B.Saiba que você mora no meu coração e este post é dedicado à você. Amanhã posto para a amiga que quer novidades.

COMO ENTENDER MENUS FRANCESES


Quando se parte para uma viagem à Europa sem estar ligado a alguma excursão, é necessário que se tenha ao menos uma noção básica de inglês para não enfrentar maiores dificuldades na hora de fazer o check in do hotel, de fazer compras e de perguntar por endereços.
Ainda assim, mesmo que a pessoa fale bem inglês, quando ela chega em algum restaurante na França, por exemplo, é comum que fique confusa, tentando decifrar um cardápio cheio de termos gastronômicos em francês. Acredite, nem mesmo os franceses conseguem conhecer todos os termos da complexa cozinha francesa, portanto não se sinta intimidado a perguntar para o garçom. Apesar dos franceses terem a fama de não gostarem de falar inglês, em toda boa casa há sempre um maitre capaz de pelo menos explicar o básico em inglês.
Mas se você não fala nem inglês, o que fazer? Pensando nisso, elaborei uma pequena tradução de alguns pratos e termos franceses que aparecem com grande freqüência nos cardápios da maioria dos restaurantes.

Entendendo os cardápios:
Os cardápios basicamente se dividirão em Entrées, que quer dizer entrada, Poissons que significa peixes e engloba demais frutos do mar, viandes que significa carnes e engloba carnes vermelhas, de caça e de aves, les fromages que são os queijos e por último desserts, que são sobremesas.
A seguir um exemplo simplificado de menu com alguns pratos clássicos da gastronomia francesa e suas traduções.

Les Entrées:

Fois gras de canard: Fígado de pato, que nas entradas normalmente é apresentado em terrines, na forma de patê e servido com fatias de pão torrado.Este da foto:


Se o fois gras estiver na parte dos pratos principais, ele será servido como escalope, ligeiramente grelhado.

Soupe a l’oignon gratinée: especialidade francesa, significa sopa de cebolas gratinada.
L’Artichaut são alcachofras
Le jambom ibérico é o tipo de presunto ibérico, parecido com o de Parma, só que mais forte.
Coquilles Saint Jacques: Espécie de gratinado feito com vieiras
Les escargots: são espécie de moluscos que vem na própria casca e são normalmente servidos bem quentes com manteiga de ervas e pedaços de pão.
Les grenouilles: São as rãs, servidas normalmente à moda provençal, isto é, com manteiga de ervas como os escargots

Les Poissons:
Saint Pierre:peixe típico francês de carne branca e tenra
Bass: É o nosso robalo
Ecrevisses:camarões
Crevettes:camarões, como o nosso rosa
Langoustines: São os lagostins
Homard: espécie grande de lagosta de casca escura muito encontrada na região da Bretanha
Thon: Atum
Saumon: Salmão
Dorade: Dourada

Les Viandes:
Magret de canard: Peito de pato cortado em finas lâminas com um pouco de gordura nos lados normalmente servido ao ponto para mal passado
Agneau: Cordeiro
Carré d’agneau: Costeletas de cordeiro
Veal: Vitela
Bouef: carne de boi, filé
Faux-Filet: Contra filé
Le caneton croisé: Clássico prato da culinária francesa e principal prato do famoso restaurante La Tour D'argent, é o pato assado e trinchado na frente do cliente.

Les Desserts:
Crème brullé: Espécie de creme feito com ovos, leite e baunilha , com uma fina camada de caramelo que se quebra com a colher. Delicioso por sinal, veja a foto:

Profiteroles au chocolat: São pequenas carolinas recheadas normalmente de caramelo ou chocolate, servidas com calda de chocolate quente.
Crème Caramel: como o nosso pudim de leite, só que na consistência de um flan
Millefeuille: mil folhas
Crème glacées et sorbets: No primeiro caso são sorvetes que levam leite além de outro ingrediente na sua composição, como o de chocolate, de nougat, de pistache, de caramelo, etc...Os sorbets são aqueles de frutas sem leite, como o de fruit de la passion, por exemplo, que é o nosso maracujá.

Outras expressões úteis:
Coulis - palavra francesa que significa caldo.Normalmente de frutas e sem adição de açúcar.
Julienne - tipo de corte de legumes ou frutas em tirinhas finas.
En croute - com crosta. Em italiano, é crostata.Uma crosta que pode ser de pão ou de castanhas.
Ragu - palavra italiana que define um tipo de molho com pedaços de carne.
Sauté - de origem francesa, significa saltear.
Tuille - significa telha em francês. É uma espécie de lâmina feita de amêndoas e açúcar caramelado que se assemelha a uma pequena telha.
Confit: Forma de cozimento lento em que o alimento normalmente é cozido na própria gordura ficando bem concentrado.

Imprimam e levem este pequeniníssimo manual com vocês. Com certeza vão encontrar estes pratos na maioria dos restaurantes que visitarem na França.
Bom apetite!

COMO ASSISTIR DESFILE DE MODA EM PARIS?


A temporada de moda de Paris vai ter início no dia 30 de setembro se prolongando até o final de outubro. Os desfiles primavera-verão das melhores grifes de alta costura do mundo (leia-se Prada, Louis Vuitton, Yves Saint Laurent, Marc Jacobs, Balenciaga e muitos outros) vão estar acontecendo em vários points espalhados pela cidade e apesar de serem "invitations only", alguns novos e promissores estilistas como a filha de Yhoji Yamamoto e as indianas Manish Arora e Amamika vão apresentar suas coleções no Carrossel du Louvre que vai ter seus espaços voltados para estes desfiles e uma porção de outros mais, num evento paralelo chamado The Ethical Fashion Show.Esta é sua chance de assitir de perto um desfile se você não tem o sobrenome Hilton ou trabalha para a imprensa especializada. Para o público em geral o The Ethical fashion Show vai abrir suas portas nos dias 11 e 12 de outubro (sábado e domingo respectivamente) ao preço de 10 euros o passe para um dia e 15 euros o passe para o final de semana. De 10 da manhã as 19:00 hs os stands dos estilistas poderão ser visitados. Já os desfiles acontecerão no domingo a partir das 15:00 hs.
Acho uma ótima oportunidade para curtir um programa diferente e se misturar à gente descolada e bonita que certamente estará no local.
Outra alternativa para assistir bons desfiles é estar na Printemps
(64 Bd Haussmann),a famosa loja de departamentos francesa, as 10:00 hs em ponto nas terças-feiras, quando no sétimo andar acontecem os desfiles semanais que incluem grifes como Burberry's, Kenzo, Givenchy, Cacharel, Paul Smith, Gaultier e outros.
Caprichem no visual e curtam os desfiles!

PARIS : DICAS SOBRE PERFUMES VOCÊ PRECISA SABER

A primeira coisa que todas as pessoas pensam em fazer quando vão a Paris é comprar perfume! Pudera, a França é o maior produtor de perfumes do mundo e desde a renascença é incontestável referência mundial.
Os perfumes costumam-se dividir em três categorias:

- Eau de parfum: mais fraco, tem, em sua composição, de 10% a 20% de concentração de essências e seu efeito de fixação chega a 12 horas. Bastam algumas gotas em lugares estratégicos como a nuca, atrás da orelha e atrás do joelho, para você ficar perfumado o dia todo;

- Eau de toilette: Com fragrâncias mais discretas são perfeitos para serem usados em climas tropicais com o goiano. Sua fixação não passa de oito horas, e mesmo assim, em dias mais quentes. Sua concentração de essência varia entre 6% e 12%;

- Eau de cologne: Excelentes para o nosso clima, também podem ser usados durante o dia. Seu poder de fixação não dura mais do que cinco horas e a concentração fica entre 5% e 8%;

Costumo dizer que existem dois tipos de perfumes: os que estão na moda e os eternos. Na moda estão sempre os lançamentos estrelados por atrizes de Hollywood com campanhas milionárias como o Insolence, da tradicionalíssima casa Guerlain , que contratou a ganhadora de Oscar Hillary Swank para promover a novidade. Nada contra, eu mesma adoro comprar uma novidade, algo que tenha saído do forno (eu até comprei o Insolence na semana do lançamento e adorei!)
Mas a dica que eu vou dar agora são dos perfumes eternos, como o Chanel n5...
Marilyn Monroe certa vez disse que só usava duas gotinhas do perfume para ir dormir e nada mais...


Usar um Chaneln5 é sempre dizer ao mundo o quanto clássica e sofisticada você é, uma mulher que apesar de não ligar para modismos, sabe que existem certas coisas que não saem da moda jamais!

Outra dica quente é ter o seu próprio perfume, um legítimo francês, feito especialmente para você e que ninguém mais possua,já pensou num luxo maior? Pois isso existe e pode ser encontrado no Le Studio Des Parfums (23 rue du bourg Tibourg (Arr 4) Paris). Você liga para a loja (01 40 29 90 84), fala com Sophie e marca a hora de sua visita, quando então você fala sobre sua personalidade e seus gostos.E então um perfume é criado exclusivamente para você, que recebe um número. Quando o perfume estiver pronto é só ir buscar pelo número, que você guarda e manda buscar sempre que seu perfume estiver no fim. Luxo, luxo, luxo!!!!!

A Annick Goutal (14 rue de castiglione (Arr 1) Metro: Concorde)é outra preciosidade genuínamente francesa. Seus perfumes e eaux de toilettes são românticos e deliciosos e vêm em vidrinhos antigos com tampa dourada, embrulhados em saquinhos de cetim ou veludo, com cara de perfume antigo e chic de penteadeira-da-vovó.

A loja é linda e também conta com cremes faciais e lançamentos em edições limitadas. Atualmente estou viciada no perfume de violetas da marca, uso todo o santo dia.

Finalmente, para quem gosta de fresh news, o vencedor do tradicional concurso de perfumes, o Grand Prix de Parfums Marie Claire & Fragrance Foundation 2008, foi o Pucci Vivara, de Emilio Pucci, o famoso estilista que é conhecido por suas estampas coloridas e psicodélicas.Criado pelo perfumista da marca, François Demachy , com notas de chá de jasmim e amaretto, este perfume é sensual, sofisticado e quente, perfeito para a noite.


Claaaaro que já tenho o meu...

NA FRANÇA COMO OS FRANCESES


Cada país tem seus costumes e muitas vezes aquilo que achamos absolutamente normal pode ser considerado ofensivo para outros povos. Imagine-se numa viagem a Paris onde sabe que terá contato com os parisienses, como num curso ou mesmo num trabalho que desempenhará por lá. Ou ainda simplesmente um turista que não quer passar por mal educado. O que não se deve fazer de jeito nenhum? A seguir:

1) Se você for convidado para algum jantar em uma casa parisiense nem pense em aparecer de mãos abanando. É de bom tom levar um pequeno presente para os anfitriões que podem ser uma garrafa de vinho ou um bouquêt de flores. Leve, portanto. E lembre-se: nunca sirva vinho para você mesmo e jamais fique examinando os rótulos das garrafas.

2) Jamais deixe comida no prato ou os muito orgulhosos de sua gastronomia parisienses vão achar que você detestou a refeição que lhe foi preparada.

3) Não peça licença para ir ao toilette, simplesmente saia de fininho e depois volte, sem dizer nada.

4) Jamais recuse a comida que lhe for oferecida. A única coisa que os franceses perdoam alguém recusar são ostras. Talvez pelo fato de muitas pessoas terem alergia ao fruto do mar.

5)Durante o jantar pode-se falar de praticamente tudo, menos de dinheiro. Os franceses detestam falar sobre negócios à mesa e falar de dinheiro é absolutamente imperdoável!

6)Seja quase pontual. É costume entre eles chegar com 15 minutos de atrazo, para dar tempo para a dona de casa fazer os últimos preparativos. Um minuto a mais que isso já é considerado mal educado. Se tiver que se atrazar mesmo, ligue e peça desculpas, explicando o motivo.

7)Quando se é convidado para um jantar, os anfitriões esperam que você retribua o convite em no máximo duas semanas.

8) Se estiver numa loja, jamais se aproxime da vendedora(or) perguntando de cara o preço de algum produto. Bonjour madame/mounsieur são palavras obrigatórias ou vão lhe achar muito mal educado. Na hora de se despedir,Merci, au revoir madame/mounsieur. O mesmo vale para pedir qualquer tipo de informação à guardas e pessoas em geral.

9)Aqui o conceito de que o cliente sempre tem razão não vale. Para os franceses nada vem acima de sua dignidade, nem dinheiro, portanto seja sempre educado com todos os que forem lhe servir e assim terá a garantia de um bom atendimento.

10)Na hora de pedir um conselho, ou instrução ou ainda qualquer tipo de informação não se esqueça de começar sua abordagem com o Excuse moi de vous déranger, que significa basicamente desculpe-me incomodá-lo, mas...Regra de etiqueta de suma importância!

11)Não fale alto. Os franceses são muito discretos e as únicas pessoas que deverão ouvir sua conversa serão você e os amigos com quem fala, mais ninguém.

12) Não ocupe muito espaço. Espaço na Europa em geral é luxo. Não ocupe duas vagas no metrô nem espere conseguir uma mesa para quatro se vocês são apenas dois, mesmo que a mesa para dois seja mínima, que a mesa para quatro pessoas esteja em posição melhor ou que o restaurante esteja vazio.

13)Embora aqui sejamos ensinados a deixar nossas mãos repousando em nossos colos enquanto numa mesa de jantar, na França isso é considerado muito inadequado. Porquê essas mãos estão aí embaixo? É isso o que eles estarão pensando, principalmente se estiver sentado ao lado de alguém do sexo oposto. Mãos na mesa e à vista de todos. Eu disse mãos, não cotovelos! Repare que na foto abaixo a senhora está ensinando boas maneiras à um grupo de jovens. Aparentemente uma delas não aprendeu a lição:
14)Não se vista de modo inapropriado. Shorts, jeans , tênis e barriguinha de fora podem ser usados numa boa num passeio pela manhã num dia de verão. Mas jamais num restaurante à noite em Paris. Os parisienses consideram uma noitada num restaurante como uma oportunidade para se vestirem elegantemente e esperam que todos ao seu redor façam o mesmo. Na dúvida, mulheres usem preto e homens, levem ao menos um blazer. E por favor jamais entrem em igrejas com ombros de fora, bonés e demais chapéus pois isto é considerado desrespeitoso. Sinceramente a barriguinha de fora eu deixaria para usar no Brasil mesmo. Nem durante um dia quente não é muito bem visto mostrar mais do corpo do que se deve...

15) Não sorria para estranhos. Mais do que uma gafe, sorrir para estranhos é muito mais um erro de interpretação pois na França se uma mulher sorrir para um estranho, ele vai pensar que é uma abordagem e pode começar a segui-la simplesmente até lhe convidar para um drink. O mesmo vale para homens, que se sorrirem para uma mulher, ou vai receber de volta uma cara bem feia ou um sorriso que indicará que espera por uma aproximação, tipo sinal verde.

16)Não comece a frase falando em inglês como se todo mundo tivesse que entender. Eles simplesmente odeiam isso! Aprenda algumas frases básicas em francês, comece com elas e depois pergunte humildemente se pode falar em inglês pois você se comunica melhor neste idioma. Se eles souberem inglês, não se incomodarão de falar a língua. Mas se você já começar de cara perguntando Hi sir, can you help me?, pode ser que eles inclusive finjam que nada entenderam só para não terem que lidar com o que eles entenderão como uma enorme arrogância de sua parte.

As palavrinhas mágicas são:

Bonjour madame/mounsieur (Bom dia senhora/senhor), usados para se dirigir a qualquer pessoa sempre que chegarem à algum lugar mesmo que seja já pela parte da tarde.

Bon soir madame/monsieur (Boa noite, usado se já for noite mesmo, quando o céu já está escuro)

S'il vous plaît (Por favor)

Au revoir madame/mounsieur (Para se despedir)

Merci madame/mounsieur (obrigado senhora/senhor)

Excuse moi de vous déranger madame/mounsieur (Desculpe-me incomodá-lo(a))

Note que o madame e mounsieur estão presentes em quase todas as falas.

Est-ce que je peux parler en anglais? (Posso falar em inglês?)

Est-ce que vous pouvez m'aider madame/mounsieur? (A senhora/senhor pode me ajudar?)

As regras de etiqueta à mesa são como as nossas: não se deve cortar a salada, pão se parte com as mãos, não se fala de assuntos desagradáveis, etc, etc, etc...

No final de contas,os parisienses são mesmo mal humorados embora já estejam muito melhores em relação aos turistas. Para que tenham uma idéia, um dia (e isso há 10 anos atrás) pedi uma informação e o recepcionista me perguntou de cara se eu era brasileira pois só uma brasileira faria uma pergunta daquelas...Que tal? Hoje isso já não acontece mais. Se serve de consolo, eles mesmo se acham mal humorados e até fazem graça disso:


Tradução: Eu não amo nada. Sou parisiense
Vai entender como um povo que mora num lugar tão lindo pode ser assim tão ranzinzinha heim?

DESCOBRINDO OS MAIS BEM GUARDADOS BRECHÓS DE PARIS


Ok, você provavelmente nunca comprou em brechós e esta idéia de usar roupas que já pertenceram à outras pessoas não faz muito a sua cabeça...E se eu disser que em Paris os brechós são uma verdadeira instituição e que grifes consagradas brasileiras como Huis Clos tiram desses estabelecimentos, suas inspirações para novas coleções? Se eu disser também que muitas vezes nos melhores brechós as roupas e acessórios nem sequer chegaram a serem usados, ou se foram, foi no máximo uma única vez? Se eu disser que todos os parisienses descolados visitam brechós e lá compram peças que nem achariam nas lojas das marcas, como as tão em voga vintages? Por último, o que acaharia de pagar por uma bolsa Chanel novinha, menos da metade do que pagaria na loja da marca?
Existem inúmeros brechós na cidade-luz e o endereço da maioria deles já foi publicado antes em outros posts em blogs especializados em Paris, como este, aliás...Mas eis aqui uma nova lista do que os parisienses chamam de petites adresses (assim os franceses chamam seus endereços mais bem guardados e exclusivos):

Para as mulheres que não abrem mão do clássico, Priscilla é a loja certa. Priscilla também é a proprietária do lugar que conta com marcas como Yves Saint Laurent, Max Mara, Kenzo, Christian Dior e Sonya Rykiel. Seus preços variam entre 60 euros por uma saia, 75 por uma jaqueta e 130 por um casaco feminino.
A loja fica na 4 rue Mouton- Duvernet, no 14th arrondissement e o metrô é o Mouton-Duvernet. O horário de funcionamento é um pouco complicado para decorar. Na segunda só abre depois das 4:hs da tarde, ficando até as 19:00hs. De terça à sábado abre as 11;00 hs da manhã sendo que às 13:30 hs fecha para um break de almoço por uma hora. Anotou?

Next, Le Lupon Rouge fica na 9 rue de Rochechouart no 9th arrondissement. A proprietária Tania descreve o estilo do design das roupas e acessórios como "coloridas, étnicas sem serem hippies e com certeza nada clássicas". Tania oferece o que há de mais novo em design com novos estilistas franceses como Bali Barret e Vanessa Bruno, além de marcas já consagradas como Agnes B (jaquetas pretas assinadas pela bagatela de 50 euros) e Ungaro vintage (blusas por 45 euros).Ainda sapatos e bolsas que fazem a gente enlouquecer.O Le Lupon Rouge fica aberto das 10:30 hs às 19:30 hs com um break de uma hora para almoço às 13:30 hs.

Num estilo totalmente diferente, o Griff-Troc é o seu lugar se o que você quer é ficar horas perdida na loja para depois sair de lá caindo de chic. A proprietária Beatrice escolheu se especializar em eternos e básicos clássicos em perfeito estado. Com um preço em geral 30% a menos do que é praticado nas boutiques, Beatrice tem em suas prateleiras um Chanel suit por €1000 (vs. €5000 na Chanel), uma bolsa novíssima da Chloé por €800 (ao invéz de €1200), vários vestidos de noite com preços entre €1200 e €1500 (Chloé, Dior, D&G, Valentino), e lenços Hermès em oferta por apenas €150.
Ela também mantém uma seleção de bolsas, acessórios e perfumes. Se clássicos nunca saem de moda, quem liga se o seu tailleur Chanel é da coleção passada? A badalada boutique fica na parte chic do 17th arrondissement,na 119 Boulevard Malesherbes. As estações de metrô mais próximas são as Villiers e Monceau. O horário de abertura é entre 10:30 hs e 19:00 hs, de segunda à sábado.

Eu pessoalmente acho que vale muito a pena comprar nestes lugares e baseado na quantidade de mulheres parisienses bem vestidas e descoladas que fazem o mesmo, acho que não estou sozinha na crença de que uma verdadeira barganha é algo que não se pode deixar passar, numa viagem à Paris.

Et voilá, boas compras!

MAIS SOBRE PARIS - POR DENTRO DE MARAIS


Le Marais é um bairro da cidade de Paris, que abrange parte do 3º e 4º arrondissements, situado na zona direita, ou norte, do Rio Sena. É um bairro histórico, e frequentado pela nobreza até finais do século XIX.

Atualmente é uma zona turística, marcada pela presença judaica, desde o final do século XIX e por gente descolada, sem contar que para mim, o Marais é o bairro mais tipicamente parisiense de todos.

Inúmeros hoteis particuliers, galerias de arte, cafés estilosos e lojas de grife se espalham ao redor do bairro, que fica ao leste da romana rue St-Martin e da rue du Renard.
O Marais é a região favorita para a caminhada aos domingos, já que muitas lojas ficam abertas – mas, se vier durante a semana, aumentam as chances de andar pelos lindos pátios. A rue des Francs-Bourgeois, onde ficam casas impressionantes e lojas originais, é a espinha dorsal do Marais e fica mais aristocrata quando deixa para trás as lojas de roupa da rue Rambuteau. Duas das mais refinadas residências do século 18 são o Hôtel d'Albret (número 31), que vira casa de concertos de jazz durante festival Paris quartier d'été, e o palaciano Hôtel de Soubise (número 60), dos arquivos nacionais.

A movimentada rue du Temple, outrora a rua que levava à igreja dos Templários, está cheia de surpresas. Perto da rue de Rivoli, a Latina é especialista em cinema latinoamericano e tem bailes de tango no andar superior. No número 41, uma arcada leva à antiga Aigle d'Or, hoje o caféthéâtre Café de la Gare.No final da rue du Temple e nas ruas ao redor, como a rue des Gravilliers, na área da antiga Chinatown de Paris, há muitas lojas de bijuteria, bolsas e atacadistas.


Fachada de loja na Rue du Temple, no Marais

As galerias de arte contemporânea, como a Yvon Lambert, estão escondidas nos elegantes hôtels particuliers. Para comer, vá até a rue de Bretagne, no chique Chez Omar , famoso pelo cuscuz, e no Marché des Enfants-Rouges, um dos mercados mais antigos da cidade – fundado em 1615 como orfanato, onde as crianças usavam uniforme vermelho.

A maravilhosa Place des Vosges e o Museu Picasso também ficam no Marais

E por último, dou a dica da Brasserie Bofinger, uma das mais chics de Paris e bem no coração do Marais(5 rue de la Bastille, metrô Bastille). Avise a sua amiga que adooora Nova Iorque que não foi a Bofinger que copiou o Balthazar de N.Y e sim o contrário...

Super belle èpoque, a Brasserie Bofinger tem nos cardápios alguns autógrafos de gente que já passou por lá. Tipo Madonna e Sir Sean Connery... Tá bom pra você?

DICAS IMPORTANTES ANTES DE VIAJAR

O QUE FAZER QUANDO A MALA É EXTRAVIADA?


Na minha última viagem, aconteceu o pesadelo básico de todo turista: minha mala foi extraviada e não chegou logo quando eu aterrisei em Barcelona.
O que fazer quando algo assim acontece?
Bom, em primeiro lugar é bom saber nem que seja um pouquinho de inglês se a viajem é no exterior, pois você precisará explicar o que aconteceu e dar informações sobre como é a sua mala: tamanho, cor, modelo, etc...
A primeira coisa a fazer quando se viaja principalmente ao exterior é providenciar uma mala de mão que contenha algumas peças de roupas e acessórios básicos como duas mudas de roupa íntima, uma calça comprida, uma blusa de malha e uma blusa mais fina para sair à noite. Também é bom levar escova de dentes, desodorante e aquelas amostrinhas de perfume que toda mulher tem em casa, lembrando que na mão só se pode levar até 100ml de líquido e até 5 kg de peso.
Se a mala se perdeu você deve imediatamente procurar o balcão específico para apresentar a queixa. Descreva a sua mala com o máximo de detalhes e jamais viaje sem que a mala esteja identificada.Daí você vai receber um documento com o número de protocolo desta queixa.O nome deste documento é RIB.
Se a empresa se negar a fornecer o RIB, procure o balcão da ANAC que vai intimar a empresa e tomar as primeiras providências para que você receba sua mala de volta.
A companhia aérea tem o direito e o dever de lhe devolver a mala em 24 horas sem ter que pagar nada a você por isso. Depois deste prazo ela é obrigada a lhe pagar uma quantia que cubra despesas provenientes da perda, como para compra de roupas, etc...A TAM por exemplo, paga ao passageiro 50 U$ por dia enquanto a LAN paga em torno de 100 U$
Portanto levem este valor em consideração na hora das compras.O viajante também tem a opção de declarar todo o conteúdo da mala antes do embarque, para isso as empresas aéreas cobram uma pequena taxa. Acho válido quando se quer levar um casaco mais caro ou bolsa de marca, desde que tenha a note fiscal para apresentar e comprovar o valor da mesma...Lembrando que jóias, aparelhos eletroeletrônicos, documentos e valores em dinheiro não são aceitos na declaração.
Se o conteúdo da mala não for declarado, a empresa aérea pagará uma indenização em torno de 400 U$, não mais que isso. SE o viajante ainda assim se encontrar insatisfeito, deve procurar o PROCON para abrir queixa e tentar uma indenização maior.
Algumas pessoas tentam, na volta, abrir processo contra a empresa aérea cobrando indenização por danos morais e aí, muita gente tenta levar vantagem. Acreditem, já ouve gente pedindo indenização de empresa por ter perdido na mala extraviada a aliança de casamento! Ora, quem vai acreditar???
Outra coisa importante é que a mala só é considerada oficilamente extraviada caso ela não reapareça em 45 dias.
Por isso, o melhor é rezar para que esse terrível incidente jamais aconteça com a gente.
No meu caso, a empresa me devolveu a mala em 24 horas. Tive despesas decorrentes do fato, pois acabei tendo que comprar algumas peças de roupa para passar o dia, tipo camiseta e tal, mas acabei incorporando às infalíveis comprinhas de viagem e pronto...
O negócio é torcer para que não aconteça com a gente, levar na mala o mínimo de objetos valiosos possíveis e trazer na mala de mão o indispensável para passar pelo menos um dia e meio sem mala.
Ok?

DEZ DELÍCIAS QUE VALEM A PENA PROVAR EM UMA VIAGEM À EUROPA:

- Se for em Lisboa não perca por nada no mundo os pastéis de Belém, na Fábrica de Pastéis de Belém. A massa é levíssima e o recheio é divino.Esta é a fachada da Fábrica:


2- Em Madri , o cochinillo do Bodim, restaurante mais antigo do mundo, um porquinho de leite inteiro que de tão macio dispensa o uso de facas é tão imperdível quanto os churros com chocolate quente que se encontra em diversos points espalhados pela cidade.
3- Em Bruxelas você verá chocolates espalhados por toda a cidade, mas ande um pouquinho mais até o Bairro do Sablon, a zona chic da cidade e experimente as incríveis e deliciosas criações do chef chocolatier Pierre Marcolini. Já falei aqui de sua loja, super clean e sofisticada parecendo mais uma joalheria. Normal, já que seus chocolates são mesmo verdadeiras jóias.
4- Provei o melhor risoto da minha vida certa vez em Verona, na Itália, num restaurante chamado Capitan Della Cittadella. Era um simples risotto alla parmeggiana, mas a diferença é que ele era preparado bem na frente de nossa mesa , dentro de uma enorme forma de queijo parmesão, o chef ia conversando conosco enquanto mexia o risoto arrancando lascas do queijo e incorporando ao prato. Simplesmente inesquecível.
5- Se for à Suíça, não deixe de comer fondues e raclettes. Todas as cidades suíças possuem restaurantes que servem estas especialidades a base de queijo. A raclette é muito parecida com o fondue, só que ao invés de levar o cubinhos de pão ao queijo derretido e fumegante, se leva o próprio queijo para derreter no fogo. Este queijo depois escorrega em cima de pedaços de pão ou de fatiazinhas de batatas. Mais uma desculpa deliciosa para comermos mais queijo!
6- Ir a Barcelona e não provar os famosos tapas é o mesmo que ir à Roma e não ver o Papa. Ihhh, eu fui à Roma e não vi o Papa....Mas com certeza comi os tapas de Barcelona: pães com tomate e azeite, calamares, presunto pata negra e outras delícias fazem parte destes tira-gostos de dar água na boca em qualquer mortal. Experimente os tapas do Tapa Tapa, o primeiro tapa bar da Passeig de Gracia, a rua mais chic de Barcelona. Depois dele, muitos outros se instalaram mas o Tapa Tapa continua sendo referência.
7- Aqui é mais para beber do que para comer. Se estiverem em Munique, não deixem de visitar a Hofbräuhaus, mais antiga cervejaria do mundo (fundada em 1589) e provavelmente a mais animada.

Muita música, garçonetes vestidas de roupas típicas da Bavária segurando em cada mão até cinco canecas de cerveja de um litro cada e um ótimo local para provar as salsichas alemãs, como a salcicha branca (wisewurts) que são de vitela e vem acompanhadas com sauerkraute e salada de batatas.
8- A melhor Pizzaria do mundo fica Em Nápoles, certo? Errado, a melhor pizzaria do mundo fica em Llívia, região da Girona, na Espanha, próximo à Barcelona. Chama-se Pizzeria Taller e pertence ao chef espanhol Fabián Martín, considerado o Ferrán Adriá das pizzas. Suas criações variam entre uma simples margherita coberta com folhas de ouro comestível até as mais sofisticadas como pizza com trufas brancas do piemonte e de fois gras. Prepare-se para desembolsar cerda de 40 euros por pizza.
9- Em Paris, fica difícil de sugerir o que não se deve perder, pois tudo é fantástico, afinal trata-se da capital mundial da gastronomia, mas uma das minhas gourmandises preferidas são os macarrons do Ladurée, que serviram de inspiração para que a diretora Sofia Coppola fizesse seu filme Maria Antonieta.

Os macarrons são como finos biscoitos feitos de amêndoas, parecendo suspiros e são recheados de chocolate, frutas vermelhas, pistache ou café. Para comer um atrás do outro e querer mais. Existem várias Ladurées espalhadas por Paris, inclusive uma na Champs Elysées bem fácil de achar mas a minha preferida é a da Rue Royale.
10- Ainda em Paris, outras gostosuras que não perco é o croque mounsieur do Fouquet’s (já escrevi sobre ele, leia aqui), o chocolate africano do Angelina Café e todas as variações possíveis de fois gras que eu for capaz de encontrar em qualquer restaurante ou café da cidade-luz!


Serviço:
Única Fábrica de Pastéis de Belém
n 84 a 92
1300-085 Lisboa Portugal

Capitan Della Citadella:
Piazza Cittadella, 7/A
37122 Verona (VR), Italy
+39 045 595157

Tapa Tapa:
Passeig de Gràcia, 44
Barcelona, Spain 08007
+34 93 4883369

Hofbräuhaus:
Platzl 9, München - +49 89 221676

Pizzeria-Talle:

Calle Frederic Bernades 7, Llívia, Girona, España. Tel- +34 972 14 62 19

Ladurée
Ladurée Royale
16, rue Royale - 75008 Paris
Tél : 01 42 60 21 79 - Fax : 01 49 27 01 95